
"Jogar à porta fechada não resolve problemas", diz treinador do Benfica
“Não sou a pessoa indicada para falar, mas retirar 65 ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se acharmos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados”, atirou o técnico dos ‘encarnados’, no Seixal, em conferência de imprensa de antevisão do encontro com o Académico de Viseu.
O Benfica recebe os beirões hoje, em partida da primeira jornada da I Liga portuguesa de futebol com início previsto para as 20:30, no Estádio da Luz, que será disputada à porta fechada por decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).
O clube da Luz foi sancionado devido à utilização de artefactos pirotécnicos por parte de adeptos em cinco partidas em 2022/23, condenação confirmada no início de julho pelo Tribunal da Relação.
Mas, para Marco Silva, “só faz sentido jogar futebol se estiverem adeptos” nas bancadas.
“Acho que temos muitos bons exemplos na Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas. E, se não são boas, há que atuar diretamente e não é a interditar um [estádio] ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e [permitindo] que um jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja”, insistiu o treinador ex-Fulham.
Segundo o técnico, até para o Académico de Viseu “seria muito bom” voltar à I Liga “após mais de 30 anos” podendo jogar “no Estádio da Luz, com um ambiente de futebol a sério”, apesar de perceberem que a ausência de adeptos “pode equilibrar um pouco mais a balança”.
“É óbvio que uma das grandes forças, para não dizer a maior força, de um clube como o Benfica é a sua massa adepta e o apoio que tem. Quando nos retiram isso, naturalmente, a força será diferente”, admitiu Marco Silva.
O Benfica recebe o Académico de Viseu no domingo, em encontro da primeira jornada da I Liga portuguesa de futebol 2026/27 com início previsto para as 20:30, no Estádio da Luz, em Lisboa, e arbitragem de David Rafael Silva (AF Porto).









