
INE revê em baixa as exportações e em alta as importações em 2025
Comparativamente aos resultados preliminares divulgados em junho, "as taxas de variação anual definitivas refletem revisões de -0,5 pontos percentuais nas exportações e de +0,4 pontos percentuais nas importações, decorrentes da incorporação de informação adicional, entretanto, disponível", lê-se no destaque do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Além dos resultados do comércio internacional em junho, o INE divulgou os resultados definitivos de 2025, que correspondem a "variações anuais de +0,1% nas exportações e de +4,5% nas importações, bem como um agravamento de 4.757 milhões de euros no saldo da balança comercial".
Mais detalhadamente, as exportações subiram 0,1% em 2025, face a 2024, para 78.968 milhões de euros. Já as importações, avançaram 4,5%, em termos homólogos, para 112.073 milhões de euros.
Quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE), as exportações decresceram -2,1% e as importações aumentaram 2,9% (+1,1% e +1,2% em 2024, respetivamente), evidenciando o contributo destas transações para a evolução de ambos os fluxos em 2025, refere o INE.
O défice da balança comercial atingiu 33.106 milhões de euros em 2025, correspondendo a um agravamento de 4.757 milhões de euros homólogos e a uma redução da taxa de cobertura para 70,5% (-3,1 pontos percentuais).
"As transações sem transferência de propriedade contribuíram para atenuar o défice da balança comercial em 2025: excluindo este tipo de movimentos, o défice teria atingido 33.406 milhões de euros, agravando-se em 4 640 milhões de euros face ao ano anterior", lê-se no destaque.
Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações e as importações aumentaram, respetivamente, 2,0% e 7,2% em 2025 (+1,5% e +3,1% em 2024, pela mesma ordem), refere o INE.
"Esta categoria de bens representou 16,0% do défice da balança comercial em 2025 (21,1% em 2024; 26,0% em 2023; 37,3% em 2022). Excluindo esta categoria, o défice atingiu 27 794 milhões de euros, mais 5 434 milhões de euros face a 2024", acrescenta.









