
Espanha mobiliza 33.600 polícias para eclipse, à espera de milhões de deslocações
O eclipse será visível, se as condições de observação do céu o permitirem, numa faixa que atravessa o Ártico, a Gronelândia, a Islândia, Espanha e Portugal.
Em Espanha, será visível de forma total na metade norte do território continental e nas ilhas Baleares, com as autoridades a esperarem entre 1,8 milhões e 2,9 milhões de deslocações no dia do eclipse, nas horas anteriores e posteriores.
Atendendo à quantidade de deslocações esperadas, assim como de possíveis concentrações de pessoas em vários pontos, o Ministério da Administração Interna (MAI) de Espanha desenvolveu um plano de segurança para o eclipse vai instalar um Posto de Comando Unificado no Centro Nacional de Emergências, de que fazem parte várias entidades das forças de segurança e da proteção civil.
Esse posto de comando visa facilitar a coordenação operacional do dispositivo mobilizado e funcionará nos dias anteriores e na jornada do próprio eclipse (12 de agosto).
Segundo um comunicado do MAI, foram mobilizados 33.600 membros só das forças de segurança do Estado (Guarda Civil e Polícia Nacional) para a operação do eclipse, quando se espera que "centenas de milhares de pessoas" acorram ou circulem pela metade norte de Espanha continental.
O dispositivo de segurança do eclipse integra ainda 20 embarcações do Serviço marítimo da Guarda Civil - que tem funções de patrulhamento e policiamento nas costas -, com 11 delas destinadas a zonas do Mediterrâneo e nove ao Atlântico.
As autoridades espanholas dizem que é expectável que sejam usados barcos e outros recursos para observar o eclipse a partir da água.
Na metade norte de Espanha continental há mais de 350 locais identificados e preparados pelas autoridades para observação do eclipse, mas governos regionais como o de Castela-La Mancha aprovaram um regulamento extraordinário para impedir o acesso a determinadas zonas rurais e florestais, entre outras, no período de eclipse.
O temor em Espanha é que centenas ou milhares de pessoas tentem aceder a zonas mais isoladas e fora dos locais identificados para ver o eclipse, sublinhando que esta época do ano é também de elevado risco de incêndios florestais.
As proibições em Castela La-Mancha (nas províncias de Cuenca e Guadalajara) estarão em vigor entre a meia-noite do dia 11 de agosto e as 23:59 de dia 13 e impedem a entrada, circulação, paragem e estacionamento de veículos com motor em vários acessos a zonas rurais e florestais assim como dentro dos perímetros identificados.
A possibilidade de observar um eclipse total do Sol fez disparar em vários pontos de Espanha os preços na hotelaria e esgotar a oferta de alojamentos, o mesmo acontecendo com o mercado de aluguer de caravanas.
O ministro da Administração Interna de Espanha, Fernando Grande-Marlaska, pediu esta semana à população "responsabilidade e máxima prudência" por causa do eclipse, tanto devido às deslocações nas estradas como aos fogos.
Segundo a proteção civil espanhola, há cinco áreas de atenção prioritária para o dia do eclipse - incêndios florestais, concentrações massivas de pessoas, perturbações na mobilidade, saturação nas telecomunicações e necessidade de atenção médica tanto devido ao calor como por observação inadequada do fenómeno.
Um eclipse total do Sol acontece quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados e a Lua oculta completamente o disco solar por alguns momentos, tornando visível no céu o efeito de 'anel de diamante'.
Nas regiões onde a ocultação será mais acentuada deverá ser percetível um escurecimento da luminosidade, a temperatura do ar cai, o ruído ambiente diminui, as sombras tornam-se mais nítidas, os pássaros param de cantar.
O anterior eclipse total do Sol na Península Ibérica ocorreu em 1912.









