Última Hora
Pub Dv Encruzarte 20260727
Pub Dv Projetosaprovados 20260720
Pub

Associação de Vila Chã de Sá inaugura sede e residência para seniores com a presença do Presidente da República

Arrastou-se demasiado no tempo, “mas valeu a pena continuar a acreditar”. A nova sede da Associação de Solidariedade Social, Recreativa e Desportiva da Freguesia de Vila Chã de Sá vai ser inaugurada amanhã, pelas 17h00, por António José Seguro. Uma ‘casa’ com respostas para crianças, jovens e seniores, seja em lar ou em centro de dia

Quem entra ou sai de Viseu pelo lado do IP3, vê no alto de Vila Chã de Sá um edifício imponente que durante muitos anos levantou algumas questões sobre o que seria. Um hotel? Um imóvel de habitação para venda ou arrendamento? Ter-se-á acabado o dinheiro para a sua conclusão? Terá sido abandonado? Nada disso!

O Diário de Viseu foi visitar o espaço e conversou com o presidente da direção da Associação de Solidariedade Social, Recreativa e Desportiva da Freguesia de Vila Chã de Sá, proprietária do edifício.

José Manuel Lopes dos Santos falou de sonhos, de dificuldades e da capacidade de nunca terem deixado de acreditar que esta obra chegaria ao fim para proprocionar bem-estar e alegria a quem dela precisar, sejam crianças, jovens ou seniores.

Trata-se pois de uma obra da associação que ali vai instalar a sua sede, mas também uma residência para seniores, creche e centro de dia. “A nossa associação foi fundada em junho de 1974 por um grupo de jovens que entendia que não podiam ser meros figurantes na vida da comunidade”, recorda, contando que se trata de “um projeto que nasceu antes do 25 de Abril e que foi acelerado com a Democracia que entretanto se instalou no país”.

José Manuel Lopes Dos Santos Vila Chã De Sá
José Manuel Lopes dos Santos acredita que o sonho tem pés para continuar

Um trabalho - e um sonho - que hoje é continuado e desenvolvido pela geração dos filhos e netos que continuam a recusar-se a serem meros figurantes na vida da freguesia.

José Manuel Lopes dos Santos explicou que a associação “nasce com o objetivo de fazer evoluir a área do desporto e trazer uma cultura democrática às pessoas”. Dois pilares que se foram desenvolvendo e a que juntaram um terceiro: o da solidariedade.

“Este edifício, além de ser a sede da IPSS, vai acolher todas as valências desde o berçário à terceira idade, desde a cultura ao desporto”, explicou José Manuel Lopes dos Santos, adiantando que a solidariedade ocupará cerca de 90% do espaço.

E no que à solidariedade diz respeito, a IPSS assume já a resposta de apoio domiciliário e creche. O novo edifício permite o incremento das respostas de ERPI para 63 seniores residentes em quartos simples, duplos e triplos e para 40 crianças na crech. E, ainda, centro de dia para 10 pessoas, bem como as componentes de desporto e de cultura. Neste último setor, a associação tem, entre outras ofertas, o grupo de bombos que representa a freguesia nas festas pela região quando é solicitado.

No desporto, há cerca de 150 jovens a praticarem futebol. “No ano passado ganhámos a Taça de Viseu e este ano fomos campeões distritais de Sub-23. Mas o nosso grande objetivo é virado para a formação das crianças e jovens”, afirmou o dirigente.

Projeto alterado

Quanto aos sucessivos atrasos, José Manuel Lopes dos Santos recorda que as anteriores direções da associação tentaram candidatar o projeto ao Programa PARES.

“Mas para tristeza de todos, o projeto nunca foi aceite”, lamentou, adiantando que quando se candidatou, juntamente com a sua equipa, o fez com o intuito de dar continuidade à vontade de todos em fazer uma ERPI, o que acabou por acontecer.

Para que isso fosse possível a direção teve de alterar o projeto uma vez que os anteriores já não se conseguiam realizar no espaço que estava previsto.

“Mas também do ponto de vista da gestão, o projeto era deficitário. Nós tivemos o cuidado de fazer estudos económicos para entendermos como era a rentabilidade destas casas que têm sido cada vez mais difíceis de gerir”, afirmou .O mesmo responsável recordou que na altura concluiram que era necessário um mínimo de 40 utentes para ser rentavel.

As alterações foram feitas e criado um espaço para 63 utentes “com condições de ser gerido”. Considerando que estas respostas sociais são fundamentais para a comunidade, José Manuel Lopes dos Santos exemplificou que as” pré-inscrições já encheriam três lares se os houvesse”.

O terreno foi doado, em parte pela junta de freguesia, e há um outro que não entrou no processo e que foi doado pelo Prof. Diogo Alcoforado, cuja mãe era de Vila Chã de Sá.

Reconhecendo que esta IPSS tem capacidade para crescer, José Manuel Lopes dos Santos explica que “as dificuldades que o terreno apresentou foram transformadas em oportunidades”.

Os apoios foram poucos

Em relação aos apoios, o mesmo dirigente sorri. “Do Município de Viseu tratou-se de um apoio pouco significativo. Esta casa com um investimento de quatro milhões de euros, recebeu do município 100 mil euros que já estavam de certa forma protocolados com o dr. Almeida Henriques. A administração seguinte fez-nos a ligação dos esgotos”, recordou.

Mas o projeto teve um grande parceiro: “o dr. João Azevedo enquanto deputado por Viseu e mais tarde como candidato a presidente da câmara municipal, quis ajudar e não deixou o projeto cair no esquecimento”. “Nessa altura, perguntou-nos em que é que podia ajudar, nós dissemos o que precisávamos e ele ajudou”, concluiu.

Agosto 5, 2026 . 10:47

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right