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Municípios de Viseu têm mais quatro meses para aderir ao sistema multimunicipal de abastecimento de água

O prazo de adesão das autarquias da região de Viseu ao sistema multimunicipal de abastecimento de água do sul do Grande Porto foi alargado mais quatro meses, no âmbito de uma alteração hoje publicada em Diário da República.

Em junho de 2025, foi publicado um decreto-lei que deu o prazo de um ano aos municípios de Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, São Pedro do Sul, Sátão, Vale de Cambra, Viseu e Vouzela para integrarem o sistema multimunicipal de abastecimento de água do sul do Grande Porto, mediante deliberação das assembleias municipais.

O decreto-lei n.º 159/2026, hoje publicado, vem agora estipular que estes municípios passam a ter um prazo de 16 meses.

“Considera-se necessário proceder ao alargamento do prazo inicialmente previsto para o exercício do direito de integração no sistema multimunicipal, de um ano para 16 meses, a contar da entrada em vigor do decreto-lei n.º 82/2025, de 03 de junho”.

A sociedade Águas do Douro e Paiva, S. A. é a responsável pela exploração e gestão desse sistema.

O decreto-lei hoje publicado justifica que “a experiência entretanto recolhida junto dos municípios abrangidos evidenciou a necessidade de assegurar um prazo mais alargado para a adequada ponderação das implicações técnicas, financeiras e estratégicas associadas à decisão de integração no sistema multimunicipal, e respetivos procedimentos formais”.

Está previsto que sejam afetos ao sistema multimunicipal de abastecimento de água do sul do Grande Porto “a barragem de Fagilde, bem como os bens, infraestruturas hidráulicas e equipamentos associados cuja exploração, gestão e conservação são integrados na concessão”.

Também serão afetas “as infraestruturas e outros bens e direitos dos municípios, de entidades de natureza intermunicipal e de quaisquer entidades gestoras dos respetivos sistemas municipais, que se revelem necessários ou úteis ao bom funcionamento do sistema”, mediante contrapartida.

Logo no final de junho de 2025, a Assembleia Municipal de Viseu aprovou a adesão, na qualidade de acionista, ao sistema multimunicipal gerido pelas Águas do Douro e Paiva, porque permitiria resolver o abastecimento de água “em alta” ao concelho e à região, segundo o então presidente da autarquia, Fernando Ruas (PSD).

No entanto, assim que foi eleito presidente da Câmara de Viseu, o socialista João Azevedo deixou claro que recusava essa solução.

“Nós temos de defender os interesses dos viseenses e defender é utilizar aquilo que temos aqui há anos, com qualidade, com serviços técnicos de qualidade. Uma coisa que dá lucro, dá saldo positivo, com qualidade e eficiência. O que nós queremos é a barragem de Fagilde feita”, afirmou, na altura, João Azevedo à agência Lusa.

No dia 23 de julho, quando questionado pelos jornalistas sobre uma reunião que teve recentemente com a ministra do Ambiente e Energia, João Azevedo disse apenas que está em curso a “renegociação e reavaliação” do processo de adesão à empresa Águas do Douro e Paiva.

“Não tenho condições para vos adiantar mais nada a não ser isto”, acrescentou.

Agosto 4, 2026 . 19:00

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