
Região do Dão prevê aumento da produção e da qualidade do vinho
“As condições climáticas favoráveis, registadas no primeiro semestre de 2026, e o bom estado das vinhas sustentam a previsão de um aumento da produção de vinho até aos 05%, face a 2025, a par de uma melhor qualidade das uvas”, indicou Manuel Pinheiro.
Segundo disse, na região demarcada do Dão, até ao final de junho, o ano vitivinícola foi marcado por “um inverno moderadamente quente e extremamente chuvoso, seguido de uma primavera muito quente e moderadamente seca”.
“Estas condições aceleraram o ciclo vegetativo da videira e permitiram, de forma geral, assegurar um estado hídrico adequado das vinhas, graças às reservas de água acumuladas durante o inverno”, justificou.
No que diz respeito ao plano fitossanitário, “a campanha decorreu de forma favorável, com uma reduzida incidência de doenças, apenas com algumas situações pontuais em parcelas mais suscetíveis”.
“Esta estimativa representa um sinal de confiança para a região e para os produtores do Dão. Uma previsão de crescimento da produção, ainda que moderado, é positiva para o setor, sobretudo quando está associada a boas perspetivas de qualidade, já que as uvas do ano estão excelentes e estamos, portanto, na expectativa de grandes vinhos”, realçou.
Manuel Pinheiro indicou ainda que o Dão “tem vindo a afirmar-se cada vez mais pela excelência dos seus vinhos” e a vindima deste ano “poderá reforçar a capacidade da região para responder aos mercados, valorizando o trabalho dos viticultores e dos produtores”.
Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a CVR Dão indicou que estes dados da evolução das vinhas resultam de um trabalho realizado em parceria com o Polo do Dão do CoLAB Vines & Wines, localizado no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão (CEVD), no Município de Nelas, distrito de Viseu.
“A evolução do ano vitícola tem sido globalmente positiva e os indicadores recolhidos, até ao momento, apontam para uma vindima ligeiramente superior à de 2025”, afirmou a coordenadora do laboratório, Ana Rodrigues, citada no documento.
Segundo Ana Rodrigues, as condições climáticas registadas “permitiram um desenvolvimento equilibrado da videira e uma reduzida pressão de doenças, fatores que sustentam esta previsão, embora a evolução das próximas semanas continue a ser determinante para o resultado final da campanha”.
O Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola 2026 resulta do acompanhamento técnico e científico realizado pelo Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES e constitui uma ferramenta de monitorização das condições meteorológicas, fenológicas e fitossanitárias da Região Demarcada do Dão.
“A previsão divulgada não contempla, contudo, fatores que poderão ainda influenciar a produção final, como episódios de escaldão, fenómenos de stress que condicionem o desenvolvimento do bago ou diferenças de vingamento e crescimento entre castas”, alertaram na nota de imprensa.









