
Governo está a avaliar medidas face ao aumento dos combustíveis
O ministro da Economia e da Coesão Territorial disse hoje que o Governo “continua atento” ao aumento do preço dos combustíveis e a “avaliar, permanentemente, se justificam ou não novas intervenções”, além do desconto no ISP em vigor.
“O Governo continua atento ao assunto. Há um desconto que nós estamos a fazer neste momento e que vai ser mantido. Há uma regra que foi definida que era a de apoiar ou de incentivar ou subsidiar o preço do gasóleo quando ele subisse mais de 10 cêntimos do preço antes da guerra. Essa regra está em vigor” afirmou Castro de Almeida durante uma visita aos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
Com base nos atuais valores da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e tendo em conta as previsões das variações com os valores do fecho do mercado na quinta-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá subir para 2,009 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá atingir os 2,058 euros por litro.
A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização. A atualização do desconto do ISP também deverá amenizar a subida.
Castro de Almeida garantiu que “o Governo continua atento e a avaliar permanentemente se justificam ou não novas intervenções”.
“Não há ainda nenhuma decisão tomada sobre isso. Nós estávamos a avaliar todos os dias, mas ainda não há uma decisão tomada sobre isso”, afirmou.
O governante admitiu que o aumento dos combustíveis é uma péssima notícia”, que se vai “refletir evidentemente nas bombas de gasolina, e vai fazer-se sentir nas famílias e, nas empresas”.
Questionado sobre a polémica nos Ministério da Educação e da Administração Interna, Castro de Almeida escusou-se a comentar.
“Estou aqui a tratar é de fazer crescer a economia, melhorar o emprego, melhorar os rendimentos das pessoas. Essa que é a minha preocupação hoje”, referiu.
O governante, que visitou os estaleiros da West Sea a convite do empresário Mário Ferreira, visitou a nova doca seca, em construção, e o primeiro navio de cruzeiro oceânico da Mystic Cruises que está a ser remodelado.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial sublinhou que “Portugal é um país com uma grande frente marítima” que tem de aproveitar.
“Temos tradição na Constituição Naval, essa tradição perdeu-se em grande medida, está agora a ser recuperada e nós queremos ajudar, apoiar os empresários que estão a querer dedicar-se à área da construção naval para que Portugal possa voltar a ser uma potência na área da indústria naval”, acrescentou.
Seguindo Castro de Almeida, atualmente, o país “tem uma pouca capacidade instalada e há mercado para vender mais navios para todo o mundo”.
“É uma oportunidade de negócio que temos. É preciso algum dinamismo do lado do Estado e, do lado das empresas que têm de ter vontade de investir e de avançar. A obrigação do Estado é apoiar”, afirmou.









