
Montenegro recusa falar do caso do MAI
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recusou hoje pronunciar-se sobre o caso que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves, alegando que é necessário aguardar a conclusão do inquérito em curso pelo Ministério Público.
“Já falei sobre esse tema. Neste momento, há um inquérito que está em curso e temos de aguardar o seu desenvolvimento”, disse Montenegro aos jornalistas, na Figueira da Foz.
Questionado sobre se o Governo está sem coordenação, o primeiro-ministro respondeu que o governo está em grande forma.
“O governo está em grande forma, eu também estou e estamos a trabalhar todos os dias, como vocês veem. Eu só quero é que vocês tenham pedalada para nos acompanhar a noticiar tudo aquilo que nós vamos fazendo no dia-a-dia”, ilustrou.
A Procuradoria-Geral da República anunciou a abertura de um inquérito relacionado com o caso do atrelado com produtos químicos, relacionados com um processo de tráfico de droga, encontrado na Construbarcelos, empresa que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.
No curto trajeto entre o local onde decorreu a sessão que assinalou o início da construção de uma fábrica de componentes para centros de dados – um investimento de 51 milhões de euros, a cargo da Hennig, multinacional norte-americana e alemã – e a sua viatura oficial, o primeiro-ministro foi ainda questionado sobre se não vai de férias por medo de, no regresso, já não ter governo.
Perante a pergunta, Luís Montenegro estancou o passo, riu-se e respondeu: “Eu vou de férias, não vou é no verão. Foi uma opção de organização da minha vida familiar e política”, declarou.
Ainda antes da sessão, o primeiro-ministro, acompanhado pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, pelo presidente do município da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, e responsáveis das empresas promotora e construtora, participou na sessão de lançamento da primeira pedra da nova fábrica, que deverá estar concluída em 2027.
Os mesmos intervenientes integraram ainda numa espécie de tradição da empresa construtora - posando para a fotografia cada um com a sua pá que enterraram na terra.
O bloco de betão onde políticos e empresários colocaram terra levou ainda, no seu interior, pela mão de Luís Montenegro, uma cápsula do tempo (entre outros objetos, com vários jornais, plantas do empreendimento, fotografias 'polaroid' captadas hoje e dois cachecóis - um do FC Porto, clube dos projetistas e outro do Moreirense), agremiação de Moreira de Cónegos, terra natal do administrador da construtora, Miguel Garcia.









