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“Esta é a edição mais internacional de sempre do Barrelas Summer Fest”

Cinco bandas internacionais e nomes como Slow J, Xutos & Pontapés, Morcheeba e Apocalyptica marcam a terceira edição do festival, que decorre amanhã e sábado. O presidente do município de Vila Nova de Paiva garante que o evento já ultrapassou as fronteiras do concelho e promete um festival “diferenciado” para todos os públicos

Nasceu da vontade de fazer diferente num território onde os grandes festivais de verão pareciam não ter lugar. Três edições depois, o Barrelas Summer Fest abre amanhã portas com o cartaz mais internacional de sempre e uma ambição que vai além dos concertos: consolidar Vila Nova de Paiva no mapa dos festivais portugueses.

“O Barrelas já é uma marca na região. E será uma marca no país nos próximos anos”, garantiu o presidente do município, Paulo Marques, ao Diário de Viseu.

A ideias surgiu porque aparentemente existia espaço para um festival desta dimensão no interior do país. “Primeiro porque a oferta cultural que existia era fraca. Havia claramente um nicho que tinha que ser explorado na parte dos festivais. Não temos nada do género no raio de 100 quilómetros”, começou por explicar o autarca.

Mais do que criar um evento de verão, o objetivo passou desde o início por promover o concelho. “Ao falar-se do Barrelas, fala-se em Vila Nova de Paiva, que esse era o nosso principal objetivo. Era pôr Vila Nova de Paiva no mapa”, confessou.

Para Paulo Marques, o sucesso do festival não se mede apenas pelos dias dos concertos, mas pela capacidade de atrair visitantes ao longo do ano. “Fazer com que as pessoas venham aqui uma vez, venham à segunda, venham à terceira, venham para o festival ou venham sem ser para o festival, venham para visitar, venham ao fim de semana. O que interessa é que venham e que conheçam Vila Nova de Paiva”, defendeu.

“O cartaz mais internacional de sempre”

A edição deste ano representa um novo passo nessa estratégia de crescimento. Ao longo de dois dias, o recinto recebe nomes internacionais como Morcheeba, dEUS, Jet e Apocalyptica, a par de artistas como Slow J, Xutos & Pontapés, Linda Martini, Ena Pá 2000, Glockenwise, Supernova e Calle del Ruido.

“Temos o cartaz mais internacional de sempre. Temos cinco bandas internacionais, quando normalmente tínhamos uma. E virámos para aí também para diversificar”, explicou. Apesar da aposta mais forte em artistas internacionais, Paulo Marques garante que o festival continua numa fase de aprendizagem e evolução.

“Sendo esta terceira edição ainda temos coisas a experimentar, não é uma fórmula adquirida, como naqueles festivais que já existem há muito mais anos. E, por isso, vamos experimentando públicos e bandas para perceber o que é que mais se adapta e o que é que terá mais sucesso neste festival”.

“O Barrelas Summer Fest de Vila Nova de Paiva já é uma marca na região. E será uma marca no país nos próximos anos”

Muito mais para além dos concertos

O impacto do Barrelas Summer Fest faz-se sentir muito para lá do recinto. Alojamentos locais, restaurantes e comércio registam um aumento significativo da procura durante os dias do festival, um efeito que se estende também aos concelhos vizinhos.

“Os alojamentos ficam todos esgotados, tanto aqui como nos municípios aqui à volta. Daí o impacto e isto ser um festival que está enraizado na região”, frisou. Segundo o presidente da câmara, também o comércio beneficia diretamente da realização do evento. “Aqui no comércio local fazem muito negócio nestes dois dias”, adiantou o autarca.

Face ao crescimento da procura, o município admite reforçar a capacidade de alojamento. “Nós já temos algumas ideias para podermos proporcionar mais alojamento. Não pode ser uma desculpa, não conseguirem vir por causa do alojamento e nós vamos tentar suprir essa falha para o próximo ano”, assegurou. Sem arriscar previsões quanto ao número de festivaleiros em recinto, Paulo Marques assume apenas uma meta:

“É ter sempre mais do que no ano anterior. Nas edições passadas tivemos gente da Suíça e da Alemanha, principalmente, que vieram de propósito para o festival”, recordou.

Olhos postos na próxima edição

Embora a terceira edição ainda agora arranque, a organização já trabalha na de 2027. O objetivo passa por continuar a crescer e introduzir algumas novidades, quer na programação quer no modelo de bilhetes.

“A quarta edição é para o ano já, nas mesmas datas”, adiantou Paulo Marques, revelando que será “ligeiramente diferente”, sobretudo na programação de sexta-feira.Por agora, deixa um convite a quem ainda pondera visitar o festival neste fim de semana.

“Nós temos um festival que é diferenciado, e fazemos questão que assim seja. É um festival muito family friendly, que tem espaço à vontade para todos estarem. Nós temos um festival a sério de música, como os melhores que se fazem no país”. E conclui: “O melhor sítio para estar é em Vila Nova de Paiva”.

Julho 23, 2026 . 16:45

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