
Notas dos exames nacionais devem estar disponíveis até ao final da semana
O ministro da Educação afirmou hoje que "todos os alunos" do ensino secundário deverão ter as suas notas dos exames nacionais até "ao final da semana".
Fernando Alexandre declarou, durante uma audição parlamentar, que "nós temos neste momento um mecanismo para a correção. Espero que no final desta semana todos os alunos tenham a sua classificação".
Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais do 11.º e 12.º anos foram realizados em papel, mas as cerca de 290 mil provas foram digitalizadas para serem corrigidas.
O processo de classificação digital enfrentou problemas desde o início, incluindo dificuldades de acesso à plataforma, erros na digitalização das folhas e respostas incompletas ou trocadas, o que obrigou a alterar o prazo de divulgação dos resultados.
Na passada sexta-feira, as pautas foram afixadas, mas milhares de notas ficaram por atribuir. Por exemplo, na disciplina de Físico-Química, houve uma falha na correção que levou à alteração das notas. Ainda hoje há relatos de alunos sem classificação.
O ministro salientou que "a generalidade dos alunos têm hoje a classificação correta".
O ministério prometeu acesso gratuito às correções e, até ao final da noite de segunda-feira, havia ainda mais de 50 mil alunos sem acesso à sua correção em PDF. Segundo o ministro, foram entregues as provas a cerca de 100 mil alunos, num universo de 166 mil estudantes.
Fernando Alexandre explicou que, assim que os alunos tenham a sua classificação, podem decidir se querem pedir a reapreciação da prova, garantindo que estarão "em igualdade de circunstâncias com os outros alunos" e poderão recorrer à época especial.
"Do ponto de vista objetivo da candidatura ao ensino superior, há todos os mecanismos para garantir que o aluno pode concorrer à primeira fase", acrescentou.
O ministro garantiu que, através da plataforma digital, os erros nas classificações conseguem ser corrigidos "em minutos", referindo que o processo de correção das notas está "completamente operacional".
Fernando Alexandre defendeu a necessidade de uma "revisão profunda" do processo que envolve os professores classificadores, considerando que "não estar bem organizado".
Sobre os mais de 11 mil professores que classificaram os cerca de 300 mil exames nacionais, o ministro alertou para "imensos riscos" devido à falta de mecanismos que previnam situações como a doença de docentes durante o processo: "Quando as provas são distribuídas por classificadores, depois não há nada. Se um professor ficar doente e tem cinco respostas para corrigir, elas ficam ali paradas".
"Vamos já fazer mudanças nesta segunda fase", anunciou, sem especificar quais as alterações previstas.









