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Pedro Sánchez quer continuar a governar "apesar das pedras no caminho"

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse hoje que pretende continuar a governar "apesar de todas as dificuldades e pedras no caminho"

Sánchez falava em Madrid na apresentação de novas medidas e verbas destinadas a políticas de apoio a pessoas com deficiência e dependência, nas primeiras declarações públicas após a condenação, na segunda-feira, de um antigo ministro a 24 anos de prisão por corrupção e de novos pedidos de demissão do executivo por parte da oposição.

"A quem se pergunta por que é estes executivo quer continuar apesar de todas as dificuldades e das pedras no caminho, a resposta é esta, a resposta está aqui", disse, depois de ter anunciado que o Conselho de Ministros aprovará hoje um decreto que destina 2.218 milhões de euros a políticas destinadas a pessoas com deficiência ou dependência.

O Governo espanhol, liderado pelo Partido Socialista (PSOE), quer continuar "para melhorar a vida das pessoas, para aumentar e consolidar direitos sociais e para construir uma Espanha mais justa e melhor", acrescentou, sem nunca referir em concreto o caso do ex-ministro condenado ou os pedidos de demissão por parte da oposição.

Sánchez vai ao parlamento nacional na quarta-feira, a seu pedido, para falar sobre "a situação política", marcada mediaticamente por vários casos judiciais que envolvem antigos dirigentes socialistas e familiares do primeiro-ministro, condenados, acusados ou suspeitos de corrupção e tráfico de influências.

O ex-ministro dos Transportes Jose Luis Ábalos foi hoje condenado a 24 anos e três meses de prisão na segunda-feira por corrupção em contratos públicos para compra de máscaras na pandemia de covid-19.

Além de Ábalos, que integrou governos de Pedro Sánchez, foram julgados e condenados o antigo assessor do ex-ministro Koldo García (19 anos e oito meses de prisão) e o empresário Victor de Aldama, que colaborou com a justiça e confessou os crimes (quatro anos e meio de prisão suspensa).

O Tribunal Supremo de Espanha deu como provados, entre outros, delitos na adjudicação de contratos para a compra de máscaras durante a pandemia de covid-19 por empresas públicas ligadas ao Ministério dos Transportes, assim como uma "remuneração mensal de 10.000 euros" a Ábalos e o pagamento de alugueres de casas em troca de diversos favores, influências e adjudicações de contratos.

O ex-ministro Ábalos esteve no Governo entre 2018 e 2021. Foi um dos dirigentes do PSOE mais próximos de Sánchez, por fazer parte do núcleo duro que o acompanhou no percurso até à liderança do PSOE (em 2017) e do Governo (em 2018).

O primeiro-ministro e líder do PSOE reconheceu haver "indícios muito graves" de corrupção envolvendo antigos dirigentes socialistas, mas tem reiterado que o partido é "uma organização limpa", não há suspeitas de financiamento ilegal e que "a corruptela é de uns poucos".

Junho 23, 2026 . 12:00

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