
“House of the Dragon” regressa mais sangrenta e sem ninguém a salvo, diz criador
A terceira temporada de “House of the Dragon”, que se estreia na segunda-feira em Portugal, vai regressar mais sangrenta, sombria e sem ninguém a salvo, disse o ‘showrunner’ e cocriador Ryan Condal, numa conferência de lançamento.
“Agora estamos a jogar a sério e ninguém nem nada estará a salvo daqui para a frente”, afirmou o cineasta, que prometeu um primeiro episódio bombástico. “Vai apanhar as pessoas de surpresa, no bom sentido, porque chega de forma impactante e inesperada”, descreveu. “Mas também define o tom da direção desta temporada”.
E esse é mais sombrio, começando com a sangrenta Batalha da Goela, um dos mais trágicos confrontos navais da saga escrita por George R.R. Martin, que criou a série com Ryan Condal. Esteve a ser trabalhado durante os últimos quatro anos e marca o meio da história, que vai terminar na quarta temporada.
Ryan Condal refletiu sobre os paralelos da história com a realidade, nomeadamente os obstáculos que as mulheres encontram no caminho para o poder, mas frisou que não tentou fazer uma alegoria sobre a modernidade. “Muitos temas presentes são universais ao longo da História e da era moderna”, considerou. “As mulheres e o poder sempre foram um tema relevante, mas não nos deixamos influenciar por acontecimentos atuais”.
A complexidade de Rhaenyra Targaryen, interpretada por Emma D’Arcy, ganha saliência na temporada. A sucessora do rei Viserys I vai sentar-se no Trono de Ferro, mas não terá paz nem estabilidade, e a audiência poderá começar a vê-la a uma luz diferente.
“Para mim, a alegria está em vê-la finalmente numa posição de confiança e poder, tanto pessoal como político e estratégico”, afirmou a atriz Emma D’Arcy, numa conferência com o elenco. “Algumas das restrições foram finalmente removidas, e há uma grande clareza no seu pensamento”, considerou.
Rhaenyra desenvolve uma religiosidade crescente e acredita cada vez mais que lidera uma guerra santa, que tem um mandato divino para governar. “Acho que estamos preparados para ver um lado muito diferente da personagem”, frisou Emma D’Arcy.
A rainha vai tentar governar como o pai, tentando compromissos e respeitando o poder dos dragões, até ao ponto em que terá de fazer concessões morais difíceis. Esse foi um dilema construido gradualmente.
“Numa série que subverte tudo, o que acontece quando se diz a uma personagem principal que é a escolhida, que os deuses a elegeram para governar e lhe conferem o poder de seis dragões?”, sublinhou Ryan Condal. “Acreditam que podem fazer tudo”, continuou, referindo que isto é algo que vimos muitas vezes na forma como personalidades históricas ascenderam ao poder e em cenários políticos autocráticos.
“Acho que a personagem de Rhaenyra é uma representação incrivelmente complexa disso, que espero que seja relacionável e também uma espécie de alerta e tragédia ao mesmo tempo”, disse o criador.
Para Matt Smith, que regressa ao papel de Daemon Targaryen, o tio e marido de Rhaenyra, a temporada é de ascensão em violência. “O Daemon anda a tentar reunir um exército há algum tempo e finalmente este vício está prestes a ser saciado”, afirmou. “Está prestes a entrar no período em que se sente mais vivo, que é a guerra, a violência e o caos. Sempre o vi como um agente do caos”.
O que a audiência pode esperar, segundo Ryan Condal, são várias surpresas e muito fogo e sangue. “Vão ver estes atores no seu melhor, com cenas espetaculares, dragões e um final tremendo”, prometeu.
Além de Emma D’Arcy e Matt Smith como protagonistas, a série tem Olivia Cooke como Alicent, Tom Glynn-Carney como Aegon II, Ewan Mitchell como Aemond e Phia Saban no papel de Helaena.
A temporada tem oito episódios, que se vão estrear semanalmente na HBO Portugal até ao final, a 10 de agosto.







