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“Condomínio de Aldeia” garante mais segurança na época dos incêndios

Freguesia de Vila Cova à Coelheira, no concelho de Vila Nova de Paiva, está a executar faixas de segurança em várias aldeias localizadas em territórios de floresta

A Junta de Freguesia de Vila Cova à Coelheira, no concelho de Vila Nova de Paiva, foi uma das contempladas pelo projeto “Condomínio de Aldeia”, programa integrado de apoio às aldeias localizadas em territórios de floresta. A candidatura submetida ao Fundo Ambiental e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
O objetivo da candidatura foi o de atuar na rede secundária de faixas de gestão de combus­tível envolvente às áreas edificadas das localidades de Vila Cova à Coelheira, Malhada, Meieiras e Teixelo. Ao nível da perigosidade de incêndio e da ocupação e uso do solo atual, visa aumentar a resiliência dos territórios vulneráveis face aos riscos associados às alterações climáticas, em particular os incêndios rurais e a perda da biodiversidade, garantindo a segurança de pessoas, animais e bens, o fornecimento de serviços ecossistema e o fomento da biodiversidade.
Segundo Fernando Guedes Pinto, presidente da junta, “vão ser executados 50 hectares de limpeza nestas quatro popula­ções, sendo que a maior par­te vai ser em Vila Cova à Coelheira, porque a freguesia é maior, e depois o resto dos hectares são distribuídos por Mei­eiras, Malhada e Teixelo”.
A junta recebeu, segundo o autarca, cerca de 90 mil euros para executar o projeto, que “já está quase executado”.
“Temos no terreno uma empresa de Trancoso, que ganhou o concurso público que abrimos, que já fez Meieiras e Malhada e agora estão a trabalhar em Vila Cova à Coelheira e Teixelo. Estão sempre cinco operacionais no terreno a proceder à devastação e limpeza em zonas críticas, que normalmente as pessoas não limpam, com o objetivo de cri­ar faixas de segurança contra os incêndios.”, destacou.
Fernando Guedes Pinto enfatiza a importância, sobretudo nesta altura do ano, da prevenção e da execução de medidas práticas no terreno, porque “é essencial garantirmos mais segurança para a população”. Dei­xou, contudo, algumas críticas ao poder central.
“O governo tem de olhar mais para o interior e dar-nos mais oportunidades para fazermos ações destas, com a limpeza e abertura de caminhos, que é sempre difícil. E nós, freguesias pequenas, com poucos recursos financeiros, temos sempre este problema na altura dos incêndios. E esta candidatura surgiu dessa necessidade de se efetuarem intervenções de limpe­za e desmatação”, referiu.
No final dos trabalhos, a freguesia ficará mais capacitada para enfrentar a época dos incêndios, “sobretudo nas zonas onde os polígonos vão ser feitos, as mais críticas, porque infelizmente a candidatura não deu para fazer um círculo de proteção maior”. A junta também está a realizar limpeza de terrenos no resto da freguesia e a sensibilizar, com apoio da GNR, os proprietários para a premência dessa intervenção.
“Esta é uma área de vegetação intensa, onde a giestas e os eucaliptos são predominantes e mais propícios ao incêndio”, asseverou.

 

Espaço do Cidadão vai abrir

O autarca confirmou ainda ao nosso jornal que o Espaço do Cidadão da freguesia abrirá ain­da este mês. “A junta vai receber do Estado à volta de 5 mil euros, mas em obras de acesso e de melhoramento das instalações gastará cerca de 15 mil euros”, concluiu o autarca.

Junho 18, 2026 . 16:30

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