
Israel admite fim de ataques mas ameaça responder a futuros bombardeamentos
Benjamin Netanyahu afirmou que os combates cessaram depois de Israel "ter atingido o regime terrorista em Teerão" e acrescentou numa mensagem de vídeo que, se o Irão "cometer o erro" de voltar a atacar, Israel responderá "com força".
O líder israelita defendeu que os mais recentes ataques israelitas permitiram pôr fim aos disparos de mísseis iranianos.
"Neste momento, as hostilidades nesta frente cessaram, pois, após os golpes que desferimos contra o regime terrorista de Teerão, este deixou de nos atacar", acrescentou.
Durante a madrugada, dezenas de caças israelitas atacaram em território iraniano sistemas de defesa estratégica e a fábrica petroquímica de Karun, em Mahshahr, o que obrigou o Irão a cancelar todos os voos no país até nova ordem.
Também o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou hoje ao Irão e a Israel para cessarem os disparos.
Momentos depois, o Irão anunciou que iria suspender os ataques contra Israel e também ameaçou responder de forma mais dura a quaisquer novos ataques, que constituíram a mais grave violação do cessar-fogo em vigor desde o acordo alcançado entre Washington e Teerão há dois meses.
Trump tinha tentado, no domingo, sem sucesso, acalmar a intenção do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de contra-atacar o Irão, para evitar que isso prejudicasse as negociações de Washington com Teerão para pôr fim à guerra.
O Irão defende que o Líbano deve ser abrangido pelo cessar-fogo e ameaçou responder contra a ofensiva israelita no sul do Líbano contra o movimento xiita Hezbollah.
Ainda assim, o ministro Defesa israelita, Israel Katz, rejeitou hoje as condições exigidas pelo Irão e garantiu que as forças israelitas continuarão a atuar no Líbano contra o movimento xiita Hezbollah, aliado de Teerão.
"Rejeitamos categoricamente as ameaças do Irão. Qualquer tentativa iraniana de ligar o Líbano e o Irão para atacar Israel será recebida com uma resposta muito forte", assegurou Katz num comunicado divulgado pelo seu gabinete.
No panorama diplomático o primeiro-ministro do Paquistão, país mediador do conflito, apelou ao fim dos ataques e salientou que está para breve uma proposta de acordo entre Teerão e Washington.
“Enquanto trabalhamos com seriedade e empenho (...) para encontrar uma solução diplomática pacífica para o conflito, e especialmente quando o objetivo final está prestes a ser alcançado, exortamos sinceramente todas as partes a exercerem moderação e a darem mais uma oportunidade à paz”, escreveu Shehbaz Sharif no X.







