
“Troca de Sérgios” foi aposta ganha pela SAD do Académico para subida à I Liga
A época de 2025/2026 era, e foi, para a SAD do Académico a oportunidade de subir à I Liga. Mas ao fim de sete jornadas, a equipa então comandada por Sérgio Vieira, ocupava a 15.ª posição somando somente seis pontos e estava a oito do segundo lugar, na altura ocupado pelo FC Vizela e CS Marítimo, com o Sporting B a liderar com 15 pontos.
A descrença na subida era evidente, não só entre os sócios, mas entre os viseenses em geral.
A equipa que chegava a estar em vantagem em quase todos os jogos, em casa e fora, mas que na parte final dos mesmos cedia dois ou três pontos, de forma inexplicável, como aconteceu à 7.ª ronda no Funchal contra o Marítimo, em que se deixou-se empatar no último minuto.
Foi a última chance dada a Sérgio Vieira, continuara à frente da equipa. A SAD liderada por Mariano Maroto Lopez decidiu-se, finalmente, trocar de «Sérgio».
Pressionada pelos fracos resultados e também pelos adeptos, a SAD negociou com Sérgio Vieira a sua saída do comando da equipa, e ambas as partes acabaram por conseguir um acordo, com Sérgio Vieira a já liderar o grupo na segunda-feira seguinte.
Para a sua substituição de Sérgio Vieira, apesar do ‘lançamento’ de diversos nomes de treinadores para o substituir, nalguns órgãos da comunicação social e, ainda, nas redes sociais, o líder da SAD surpreendeu tudo e todos, ao optar pela ‘prata da casa’, indo buscar Sérgio Fonseca, treinador que estava à frente da equipa academista dos Sub-23 e disputava a Liga Revelação.
Mariano Lopez ganhou a aposta, porque logo no primeiro jogo, em casa, contra o Grupo Desportivo de Chaves, então um dos mais sérios candidatos à subida, conseguiu uma vitória apenas com um golo obtido já nos últimos minutos, numa partida intensa. Três pontos que acabariam por ser a ‘rampa’ na corrida à subida.
Seguiu-se a deslocação a Leixões e os viseenses regressam a casa com uma concludente vitória por 5-1. A esperança recomeçou para os viseenses. A 10.ª jornada confirmou a viragem, porque o Académico recebeu o Lusitânia de Lourosa e, depois de estar em desvantagem no marcador por 0-2, e quando tudo levava a crer que seriam os três primeiros pontos perdidos sob o comando de Sérgio Fonseca.
No entanto, numa tarde épica, apesar de ter ficado reduzido a dez unidades, os jogadores do Académico demonstraram garra e determinação e conseguiram a reviravolta para 3-2 e, no final da jornada, o Académico já ocupava a 6.ª posição e estava a apenas cinco pontos do segundo classificado (Torreense). Nova vitória em Felgueiras por 1-3 e a redução para apenas dois pontos em relação à equipa de Torres Vedras, aumentou ainda mais a crença na subida.
Os viseenses e nomeadamente os academistas, uniram-se e não só passaram a ir aos jogos em maior número (assistências que chegaram a ultrapassar os 5 500 espetadores), como aumentou o incentivo aos atletas que, com bons resultados e com outros menos positivos, mas com a equipa técnica sempre a ‘controlar’ o decorrer do campeonato, acabou por estar também numa subida histórica, regressando ao escalão maior do futebol nacional.
Estavam passado 37 anos de jejum, o que foi efusivamente festejado no final do jogo contra o Sporting B, com quem empatou em casa, sem golos, um resultado que chegou para um sábado e domingo de festa rija na cidade de Viseu, na região e no distrito. Em países onde há comunidades com grande número de viseenses, houve também festa entre elas.







