
Amnistia liberta quase 10.000 prisioneiros no Vietname
O Vietname anunciou hoje que quase 10.000 prisioneiros, incluindo dezenas de estrangeiros, vão ser libertados em breve, no âmbito de uma amnistia que assinala as eleições legislativas que se realizaram em março.
No início de junho, um total de 9.950 prisioneiros serão libertados ao abrigo da amnistia deste ano, de acordo com um documento assinado pelo secretário-geral do Partido Comunista, To Lam.
Este indulto pretende assinalar "o sucesso do Congresso do Partido Comunista [realizado de cinco em cinco anos] e das eleições para a Assembleia Nacional", afirmou o vice-ministro da Segurança Pública, Le Van Tuyen, numa conferência de imprensa realizada hoje.
Em março, o Vietname realizou eleições para a Assembleia Nacional, o seu principal órgão legislativo, que serve principalmente para ratificar as decisões do Partido Comunista no poder.
Entre os reclusos que serão libertados no próximo mês, estão 63 estrangeiros - 56 homens e sete mulheres - de diversas nacionalidades, referiu Le Van Tuyen, sem adiantar mais pormenores.
Em 2025, mais de 22.000 reclusos foram libertados, um recorde para um único ano, para assinalar o 50.º aniversário da queda de Saigão e o 80.º aniversário da independência do Vietname.
Desde 2009, aproximadamente 118.000 prisioneiros foram libertados, no âmbito das amnistias que o país costuma conceder por ocasião de acontecimentos importantes, mas que não abrangem, de acordo com a lei vietnamita, condenados por "tentativa de golpe de Estado" ou por "terrorismo".
Em março, quase 79 milhões de eleitores em todo o país foram chamados a escolher 500 representantes, entre 864 candidatos, à Assembleia Nacional, que tem uma função meramente formal.
Todos os candidatos são avaliados e pré-aprovados pelo Partido Comunista, garantindo que o parlamento se mantém alinhado com a direção política do partido único.
A participação eleitoral nas eleições do Vietname é elevada, ultrapassando frequentemente os 90%.







