Eu amo a minha terra! Eu sou do Clube da minha cidade!
Em primeiro, e antes de um balanço, pensar na final da Taça de Portugal. Aprender que muitas das vezes a entrega, o amor à camisola, a vontade e a ambição são mais determinantes que qualquer emblema, estatuto, e até valor económico associado a uma instituição.
Olhe-se para o Torreense, que de uma liga inferior, e hoje é detentor de um título que qualquer organização desportiva ambiciona.
Sem querer entrar nesta competição, gostaria de deixar aqui uma partilha, uma reflexão pessoal, de alguém que ama, vive e sente o Clube da sua cidade, e que em simultâneo teve responsabilidades políticas, cujo desígnio de todos deve ser pensar o futebol ou qualquer desporto como uma afirmação regional de valores, grandiosidade, e uma forma de catapultar desenvolvimento e captar investimento para estes territórios. E assim começa a minha história e a minha ponderação.
Fui membro e integrei a Assembleia Geral da claque do Clube da minha terra, a Febre Amarela, que apoia incondicionalmente o Clube Desportivo de Tondela, algo de que me orgulho sempre.
Fui vereadora executiva, com responsabilidades políticas, cargo onde se tomam opções de apoio ao futebol, onde cada cêntimo é escrutinado, em que a aposta na formação está sempre em cima da mesa, e onde está presente a pertença, o orgulho, e a sensação de que só o facto de o nome da nossa terra aparecer na TV é sempre, e será um motivo de orgulho maior.
E hoje, independentemente de classificações, sou de Tondela, amo a minha terra, e tenho um enorme orgulho no meu clube, o Clube Desportivo de Tondela.
Infelizmente, um conjunto de fatores levaram o meu amor auriverde à II Liga Profissional, mas nem por isso deixarei de ser adepta, apoiante e defensora daquilo do que foram repetidos feitos históricos de uma comunidade, pese embora pequena, mas resiliente, lutadora, e capaz de provar que ser pequeno é uma enorme vantagem e afirmação.
E agora, vem aí a época 26/27, e com ela uma competição desportiva acérrima, mas sobretudo uma guerrilha territorial que não abona ninguém.
Se escrever com o coração, direi que estou triste, descontente e muito desapontada com o facto do meu Clube Desportivo de Tondela ter baixado de escalão profissional.
Mas a racionalidade, o espírito de resiliência territorial e a vontade de ter uma Região próspera, acha que a subida do Académico de Viseu ao escalão mais importante do futebol português deve ser encarada como uma oportunidade.
As rivalidades bairristas, a troca de insultos nas redes sociais em nada nos dignifica enquanto adeptos, bem pelo contrário, faz-nos dispersar daquele que deve ser o objetivo principal: o regresso do Tondela, da minha cidade, do Clube da minha terra, à I Liga de Futebol. Foquemo-nos aí.
Os ganhos da Região e da Associação de Futebol de Viseu com vários clubes no escalão de competição principal. Olhemos para os ganhos de escala, para a promoção do nosso território e para a atividade económica que este gera.
Amor Auriverde, sempre! Vamos lutar, sem agressividade, sem retaliações, e sem saudosismos que em nada nos ajudam a retomar a nossa condição de Primeira!
Aliás quero deixar também um enorme obrigado a todos os adeptos que acompanham nos bons e nos maus momentos, aqueles vão no autocarro e vibram só de ver verde e amarelo.
Somos de Primeira! Vamos voltar! Vamos ser uma região referência também no futebol! Sem rancores e sem retaliações, Febre Amarela Sempre!






