
País tem mais de 1.500 operacionais no terreno desde 13 de abril
O primeiro-ministro revelou hoje que mais de 1.500 operacionais estão no terreno para combate aos incêndios desde o dia 13 de abril e que o Governo está em contacto com diversas autoridades para preparar este período crítico.
Durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, questionou o chefe do executivo sobre o calor extremo que tem atingido o país e a limpeza de terrenos, uma vez que o país está a entrar na época de incêndios.
A deputada acusou o Governo de “falta de preparação” que ficou “espelhada no relatório do Presidente da República” após as fortes tempestades que atingiram a zona centro do país.
“O Governo constituiu um Comando Integrado de Prevenção e Operações que está a funcionar precisamente em Leiria e que terei a ocasião de visitar ainda esta semana. Neste momento, desde o dia 13 de abril, estão no terreno mais de 1.500 operacionais”, começou por responder Luís Montenegro.
O primeiro-ministro adiantou ainda que foram assinados contratos com 26 municípios, e que já mais de quinze mil quilómetros de estrada foram desobstruídos.
“Estamos até o momento em contacto direto com as autoridades locais de Proteção Civil, com o Comando Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com o ICNF, com a AGIF, com a GNR, com o Estado-Maior General das Forças Armadas e com a Liga dos Bombeiros Portugueses, em conjunto com os municípios, para termos a resposta no terreno já”, acrescentou.
No sábado, foi noticiado – embora ainda não divulgado oficialmente – o relatório da Presidência Aberta na Zona Centro do país, realizada por António José Seguro entre 06 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades, no qual o Presidente da República considera que as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano exigem que “se acelerem apoios, se clarifiquem medidas” e se melhore a coordenação entre entidades no terreno.
O relatório de quase cem páginas aponta que a governação da crise nesse período “revelou insuficiências de coordenação, clareza e interoperabilidade" e identifica problemas como “a lentidão de alguns apoios” ou “a necessidade de reforçar a redundância das telecomunicações, do fornecimento de energia, das acessibilidades e da comunicação em emergência”, entre outros, apontando dez prioridades de ação (cinco delas imediatas) e onze “lições estratégicas para o futuro”.








