
Presidente iraniano ordena fim de apagão da internet em vigor há três meses
Segundo a agência IRNA, Pezeshkian instruiu o Ministério das Comunicações a devolver o acesso à internet internacional no país à situação anterior à guerra. A ordem presidencial deverá começar a ser aplicada já hoje.
A decisão foi tomada depois de o Comité Especial para a Gestão do Ciberespaço ter aprovado o restabelecimento da Internet internacional com nove votos a favor e três contra.
O ministro das Comunicações, Sattar Hashemi, confirmou ao jornal Shargh que o processo "já começou".
Hashemi tinha alertado que o corte da internet global custava ao país cerca de 30 milhões de dólares (25,7 milhões de euros) por dia e afetava 10 milhões de trabalhadores dependentes da economia digital.
Meios ligados à Guarda Revolucionária do Irão contestaram a autoridade do Governo para adotar a medida. A agência Fars sustentou que as restrições foram impostas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional e que apenas esse organismo poderia revertê-las.
O Presidente, contudo, exerce também funções de chefe desse Conselho, o mais alto órgão de segurança do Irão.
O restabelecimento da internet internacional tornou-se um dos temas mais sensíveis do debate político iraniano após meses de restrições severas, que afetaram sobretudo empresas tecnológicas e plataformas digitais.
O vice-presidente, Mohammad Reza Aref, criticou esta segunda-feira as limitações "arbitrárias" ao acesso à rede, afirmando que encerrar a internet por motivos de segurança equivale a "fechar uma autoestrada inteira por causa da infração de um único condutor".
O corte da internet global no Irão cumpre esta terça-feira 88 dias consecutivos, somando-se às quase três semanas de apagão durante os protestos anti-governamentais de janeiro, nos quais se chegou a pedir o fim da República Islâmica.








