
Do Lusitano até à conquista da Taça: A história de Costinha
Há histórias no futebol que parecem escritas com um guião próprio, e a de Costinha é uma delas.
Tudo ganha ainda mais força depois do seu mais recente feito: a conquista da Taça de Portugal frente ao Sporting CP, num jogo épico que terminou por duas bolas a uma, resultado conseguido no prolongamento. Um desfecho que já por si seria marcante, mas que se torna ainda maior por tudo o que representa: um feito histórico, a primeira Taça de Portugal da história do clube, e a primeira vez na história que uma equipa de segunda liga conquistou o troféu.
Com esta vitória, o impacto foi imediato. A equipa de Torres Vedras vive um momento de sonho, já com a qualificação garantida para a Liga Europa, algo que há pouco tempo pareceria impensável. E nem por isso deixam de lado o campeonato interno, onde continuam a lutar pela subida à I Liga, num playoff exigente frente ao Casa Pia, depois de um empate a zeros na primeira mão.
João Costinha representou o Lusitano nas épocas 2013/2014 e 2014/2015. Realizou 50 jogos e marcou 22 golos.
Mas esta história não vive só do presente. Há memórias e ligações que tornam tudo ainda mais especial. O Lusitano de Vildemoinhos não esqueceu o jogador e fez questão de o homenagear com emoção: “Do Lusitano para a História do Futebol! João Costa, o nosso eterno Costinha 10!”.
E é aqui que tudo se liga. A trajetória de Costinha foi feita de trabalho, coragem e persistência. Chegou ao Lusitano em 2013/2014 vindo da Dinamarca, e rapidamente deixou marca. “Em apenas meia época afirmou-se de tal forma que despertou o interesse de vários clubes da Primeira e Segunda Liga.”, refere o clube. Ainda assim, ficou mais uma temporada, cresceu, liderou e acabou por “explodir” ao marcar 18 golos, antes de dar o salto para a Primeira Liga.
João Costinha teve "a melhor" época da sua carreira no Lusitano: marcou 18 golos em 2014/2015

No meio de tudo isto, houve também vida real, com momentos difíceis. Durante essa caminhada, perdeu o pai, “companheiro de todas as horas”. Mesmo assim, pouco depois, voltou ao campo e foi decisivo, marcando “o único golo da partida e dando a vitória ao Lusitano”.
A emoção do momento ficou ainda mais evidente na resposta do próprio jogador ao comunicado do Lusitano, deixando palavras simples mas carregadas de significado: “Nunca esquecerei quem me ajudou a chegar onde estou hoje. Muito obrigado, sempre Lusitano.”
Hoje, depois de títulos, subidas e momentos históricos, fica a sensação de continuidade de algo maior. Como o próprio texto diz, “o seu pai está, com toda a certeza, muito orgulhoso.”
E talvez seja isso que melhor resume tudo: no futebol e na vida, nada vem por acaso. “No futebol e na vida não há impossíveis. Mas a ‘sorte’ dá muito trabalho…”.








