
Autoridades francesas abriram inquérito sobre irmãos franceses abandonados
As autoridades francesas abriram hoje um inquérito judicial pelo abandono de duas crianças francesas encontradas sozinhas na noite de terça-feira numa estrada da zona de Alcácer do Sal.
A abertura do inquérito em França foi confirmada hoje à agência France-Presse (AFP) pelo procurador Jean Richert.
Os dois rapazes são irmãos, de três e cinco anos de idade, e foram encontradas numa estrada por populares. A mãe das crianças, uma mulher de 41 anos, que "desapareceu sem dar explicações" está a ser procurada, afirmou à AFP o magistrado francês. O pai, que está separado da mãe, dirigiu-se voluntariamente à polícia e apresentou queixa por rapto de menores, disse ainda Jean Richert à AFP. A família da mãe comunicou o desaparecimento da mulher no passado dia 11 de maio.
"O que surpreendeu foi que ela não estava em casa, não tinha qualquer motivo para não estar e não avisou ninguém", disse o procurador, referindo-se a uma "saída repentina" em que a mulher tinha saído de carro. "Conseguimos restringir o paradeiro, sucessivamente no sul de França, em Espanha e em Portugal, mas sem conseguir contactá-la", explicou Richert.
Os meninos foram encontrados na noite de terça-feira na Estrada Nacional 253, que liga a cidade de Alcácer do Sal à zona de praias da Comporta. Entretanto, em Portugal, a Polícia Judiciária (PJ) tomou hoje conta das investigações. Em declarações à agência Lusa, fonte policial indicou que o caso, que estava nas mãos da GNR, passou para a PJ "ao final da manhã de hoje, por determinação do Ministério Público de Grândola".
"A PJ vai tomar conta da investigação e está a iniciar diligências, por haver suspeitas de rapto internacional", acrescentou. O Conselho Superior de Magistratura revelou hoje que as crianças encontradas em Alcácer do Sal], e de acordo com informação transmitida pela comarca de Setúbal, "não foram entregues à embaixada" de França. "No âmbito do processo, foram apenas solicitadas informações à embaixada", sendo que "a medida aplicada pelo tribunal foi a de acolhimento familiar", esclareceu o Conselho Superior de Magistratura.








