
Fiança de 1ME e apresentação semanal à justiça para filho de fundador da Mango
O filho do fundador da Mango, suspeito de parricídio, pagou hoje uma fiança de um milhão de euros para evitar a prisão preventiva, ficando obrigado a apresentar-se semanalmente às autoridades, disse a justiça espanhola.
Jonathan Andic foi detido e ouvido pela juíza que tutela a instrução deste caso e a magistrada pediu-lhe o depósito de um milhão de euros para não ficar em prisão preventiva e aguardar em liberdade o desenrolar o processo, segundo um comunicado do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), no nordeste de Espanha.
A juíza retirou o passaporte a Jonathan Andic, que proibiu de sair do país e estabeleceu que tem de se apresentar semanalmente às autoridades judiciais, disse o TSJC.
O filho do fundador das lojas de roupa Mango foi detido em Barcelona (nordeste), no âmbito da investigação à morte do pai, em que é suspeito de homicídio.
Jonathan Andic, filho de Isak Andic, foi levado para ser ouvido num tribunal de Barcelona pela juíza que tem a tutela da investigação.
A polícia da Catalunha está a investigar a morte do fundador das lojas Mango, em dezembro de 2024, como possível homicídio e identificou em outubro do ano passado o filho do empresário como suspeito, confirmou, na altura, a família Andic.
Num novo comunicado, agora divulgado, a família defendeu a inocência de Jonathan Andic e disse estar convencida de que "nem existem nem se encontrarão provas legítimas" contra o filho do criador da Mango.
Isak Andic, então com 71 anos, morreu na montanha de Montserrat, perto de Barcelona, quando fazia uma caminhada com o filho, Jonathan Andic, agora com 45 anos.
Na versão de Jonathan Andic, o pai escorregou no trilho e caiu por uma encosta, de uma altura de mais de 100 metros.
A investigação policial e judicial do caso seguiu inicialmente e tese do acidente e o processo chegou a ser arquivado por uma juíza de instrução.
No entanto, os investigadores da polícia catalã consideraram que havia aspetos pouco claros e conseguiram a reabertura do processo, que passou a ser um inquérito de possível homicídio em finais de setembro do ano passado.
No mesmo momento, Jonathan Andic passou de testemunha a investigado.
Quando morreu, Isak Andic tinha uma fortuna avaliada pela revista Forbes em 4.500 milhões de euros, que foi equitativamente dividida pelos três filhos do empresário (Jonathan, Judith e Sarah).
Após a morte de Isak Andic, o presidente da Mango passou a ser Toni Ruiz, até então presidente executivo (CEO) e que não é membro da família Andic, a qual continua a ter 95% da propriedade do grupo.
Os primórdios da Mango remontam a 1984, quando Isak Andic, com a ajuda do irmão mais velho, Nahman, abriu a primeira loja, no Passeio de Gracia, a famosa rua comercial de Barcelona.
A Mango tornou-se um dos principais grupos internacionais de moda, com cerca de 2.800 lojas em todo o mundo e 15.500 empregados, de acordo com o sítio na Internet.








