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O carro elétrico chegou a Viseu e as oficinas ainda não estão prontas

A maioria das oficinas em Viseu e na região Centro ainda trabalha com lógica de motor a combustão mas o carro elétrico já chegou às ruas e está a mudar as regras do negócio. Quem não se adaptar agora, vai perder clientes nos próximos anos.

Em 2025, pela primeira vez em Portugal, os veículos elétricos ultrapassaram os carros a combustão nas vendas mensais. Segundo dados da UVE, foram matriculados 52.256 automóveis 100% elétricos um crescimento de 25,1% face a 2024. Quase um em cada quatro carros novos vendidos em Portugal é hoje elétrico quota de 23,2%. Na região de Viseu, o ritmo é mais lento, mas a tendência nacional vai chegar ao interior.

Diagrama Artigo

Como se divide o mercado de carros novos em Portugal em 2025. Fonte: ACAP

O que muda quando o carro é elétrico

Um veículo elétrico tem muito menos peças mecânicas do que um carro a gasolina. Não há sistema de escape, velas de ignição nem filtros de óleo. O volume de manutenção de rotina cai de forma significativa.

Em compensação, surgem novas necessidades. A bateria de alta tensão exige diagnósticos específicos. O sistema de travagem regenerativa faz os travões durar mais tempo, mas requer técnicas de verificação diferentes. O software do veículo é atualizado com frequência e só ferramentas de diagnóstico compatíveis conseguem identificar falhas.

As oficinas da região ainda não estão prontas

Muitas oficinas em Viseu, Lamego ou Tondela ainda não estão equipadas para trabalhar com elétricos. Não é apenas uma questão de ferramentas é também de certificação. Trabalhar em sistemas de alta tensão exige formação específica por razões de segurança. Sem ela, a oficina não pode sequer abrir a bateria de um elétrico. Isto cria uma oportunidade real para quem se mover primeiro.

Peças diferentes, margens diferentes

Os distribuidores estão a adaptar o catálogo: carregadores de bordo, módulos de bateria, inversores de tensão, cabos de alta tensão. São componentes mais caros e com menos concorrência, o que significa margens diferentes. Segundo dados da ACAP, 69,7% dos carros novos vendidos em Portugal em 2025 já tinham motorização alternativa. A procura por peças de desgaste clássicas filtros, correias, componentes do motor vai continuar a diminuir.

Comprar elétrico em 2025 ainda dá direito a apoio 

O Estado mantém incentivos à compra: em 2025, os particulares podiam beneficiar de 4.000 euros na aquisição de um elétrico novo até 38.500 euros. A dotação total do programa foi reforçada em 35% face ao ano anterior. Estes apoios funcionam como acelerador do crescimento da frota incluindo no interior.

Antes de ir à oficina, vale a pena pesquisar 

Se já tem um elétrico em Viseu ou está a pensar comprar um, confirme se a oficina tem certificação para alta tensão e equipamento de diagnóstico compatível com a sua marca. Para quem quer pesquisar peças antes de ir à oficina, plataformas como a autopecasonline24.pt permitem verificar disponibilidade e preços de componentes para veículos elétricos útil para perceber o que vai ser substituído e evitar surpresas na fatura.

A rede de serviço autorizado ainda é a opção mais segura, mas está concentrada nas cidades maiores. A distância pode ser um problema real para quem vive no interior.

O mercado não espera 

Em setembro de 2025, os elétricos ultrapassaram pela primeira vez os carros a combustão nas vendas mensais nacionais. As oficinas e distribuidores que investirem em formação e novos catálogos nos próximos dois a três anos vão estar muito melhor posicionados. O carro elétrico não é uma moda. É a direção do mercado.

Fontes: UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos; ACAP – Associação Automóvel de Portugal; Fundo Ambiental, Ministério do Ambiente.

Maio 7, 2026 . 10:44

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