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FC Porto campeão: Cerca de 300 pessoas festejam em Viseu “vitória épica” do FC Porto

Cerca de 300 pessoas juntaram-se na noite de sábado no Rossio em Viseu, que fechou ao trânsito, para celebrarem a “vitória épica, justa e muito merecida” do 31.º título de campeões nacionais da I Liga de futebol.

“Este ano o campeonato foi mais do que merecido para o FC Porto. Foi uma época com outro sabor. Nem sei explicar, mas foi diferente. Diria que foi épica”, desabafava Isabel Venâncio que juntamente com o marido e o filho “não podiam faltar” aos festejos.

“Não somos muitos, mas somos bons”, foi a frase mais ouvida pela agência Lusa ao longo da reportagem na festa que, este ano, “juntou mais gente” na Praça da República, comummente chamado de Rossio, no centro da cidade de Viseu.

Após o término do jogo, a rotunda da fonte cibernética, em pleno Rossio, encheu-se de carros a apitar, depois, a Polícia de Segurança Pública (PSP) cortou o acesso ao trânsito “só por segurança dos adeptos” que se encontravam na praça a festejar.

Martim Pipo, de 14 anos, e João Gonçalves, de 13, são amigos e ainda guardam na memória a última vez que o FC Porto celebrou a vitória do campeonato, em 2021/22, e estavam “com muita vontade” de voltar ao Rossio.

“Desde sempre que sei que o FC Porto é a minha paixão. Cresci numa família de portistas, sempre vivi as vitórias do clube com os meus pais. Na escola, sou dos poucos, às vezes ouço umas piadas, mas tratamo-nos sempre com respeito, porque eu respeito os outros clubes e eles respeitam o meu. Este ano vencemos e de forma justa”, reagiu Martim Pipo.

O amigo João Gonçalves admitiu que na família também se torce pelo Benfica, mas que desde cedo começou “a gostar mais da forma como o FC Porto joga e foi fácil decidir” qual o seu clube.

“Sou o único na minha turma, mas não há problema. Este ano sou eu que fico feliz, esta vitória foi muito merecida”, reagiu João Gonçalves.

"Esta época foi uma maravilha! Superou as expectativas deste portista doente. Assumidamente doente. Veja só”, dizia Delfim Almeida enquanto exibia a parte de trás da camisola do FC Porto com o seu nome e o número 64, ano do seu nascimento.

Uma “doença genética” que chegou à terceira geração. A esposa, os filhos, e a neta Carlota que vai fazer três anos, equipada a rigor, levantava os braços em sinal de vitória, enquanto exibia um sorriso.

“Isto de ser portista corre no sangue. É um amor. Ser portista em Viseu é ser resistente, porque éramos quase os únicos aqui, mas mantivemo-nos sempre fiéis. Agora, felizmente, há mais adeptos, e a Casa do FC Porto já estar em Viseu também ajuda a juntar mais pessoas”, defendeu Joana Almeida, a mãe da pequena Carlota.

E na família Almeida já se tomam decisões para a próxima época, uma vez que esperam ter o Académico de Viseu na I Liga, um acontecimento que Delfim Almeida se lembra de festejar a primeira vez, em 1978/79 e, novamente em 1981/82.

“Uma coisa sabemos, é felicidade na certa, mas vamos torcer pelo nosso FC Porto, sempre, com exceção para o Académico de Viseu – FC Porto, ou seja, no nosso estádio do Fontelo, seremos do nosso Académico, mas só aí, de resto seremos sempre do FC Porto”, assumiram.

Maio 3, 2026 . 11:15

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