
Ativistas da Flotilha Global Sumud denunciam maus tratos pelas forças israelitas
Ativistas da Flotilha Global Sumud, intercetados pelas forças israelitas a caminho de Gaza, relataram ter sido espancados e privados de comida e água durante a sua transferência para a ilha grega de Creta, onde foram hoje libertados.
"Os participantes da Flotilha Global Sumud acabaram de sobreviver a 40 horas de crueldade a bordo de um navio da Marinha das Forças de Ocupação Israelitas (IOF) em águas gregas", afirmou a Flotilha numa mensagem publicada na rede social Instagram.
IOF é um termo utilizado pelos ativistas pró-Palestina para se referirem criticamente às Forças Armadas de Israel.
Os ativistas alegam que os militares israelitas não lhes forneceram alimentos ou água adequados depois de terem sido intercetados e abordados por Israel, na quinta-feira, em águas internacionais e transferidos para um navio militar israelita.
Além disso, alegam ter sido espancados quando começaram a "resistir pacificamente" ao facto de dois membros do grupo, Abukeshek, um cidadão espanhol de origem palestiniana, e Thiago Ávila, um brasileiro, terem sido separados dos restantes para serem levados para Israel.
Abukeshek é considerado "suspeito de pertencer a uma organização terrorista" e Ávila "suspeito de atividades ilegais", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel nas redes sociais.
Os participantes afirmam ter sido "esmurrados, pontapeados e arrastados pelo convés com as mãos amarradas atrás das costas".
"Sofreram fraturas no nariz, costelas partidas e espancamentos violentos. Chegaram a ser disparados tiros contra eles no meio do caos", refere a publicação no Instagram, acompanhada de um vídeo em que pessoas não identificadas a bordo de um autocarro.








