
Açude do Catavejo volta a ser apontado para mitigar cheias em Viseu
As inundações registadas no último fim de semana em várias zonas da cidade de Viseu, após um episódio de chuva intensa, levaram hoje a autarquia a detalhar as medidas em preparação para reduzir o impacto destes fenómenos.
As ocorrências afetaram, entre outros locais, a Circular Norte, junto ao Parque de Santiago, e a via em frente ao centro comercial Forum Viseu, com acumulação significativa de água em curtos períodos de tempo.
O assunto foi hoje abordado em reunião de câmara, após questões colocadas pelo vereador do PSD, José Alberto Ferreira, tendo o vereador do Ambiente, Pedro Ribeiro, explicado aos jornalistas que o município está a desenvolver um plano de diminuição de impactos de inundações.
“Temos um rio cujas características, naturalmente, são muito diferentes de outras cidades que conhecemos. Estamos numa área nascente, com exigências enormes, e já presenciámos que é um rio que rapidamente enche, mas durante o verão, é capaz de estar praticamente sem água”, afirmou.
Entre as medidas está a preparação de uma candidatura para a construção de um açude na zona do Catavejo. “Uma das candidaturas que estamos a explorar é uma forma de retenção de água e que diz respeito ao estudo que está mais adiantado que é no Catavejo”, explicou o vereador.
O plano inclui ainda intervenções nas margens do rio, com reforço da vegetação, limpeza e controlo de espécies invasoras. Esta medida, frisou, consiste em “áreas esponja de colocação de plantas à volta das margens, que vão absorver os impactos destes grandes períodos de pluviosidade como tivemos”, disse.
Paralelamente, a autarquia pretende também valorizar a componente turística associada ao rio Pavia, articulando estas intervenções com o reforço de espaços como o Parque de Santiago, o Parque Urbano da Aguieira e a ligação até à Quinta da Cruz.
Pedro Ribeiro adiantou que as várias candidaturas a fundos europeus, nas áreas de recursos hídricos e infraestruturas verdes, poderão representar investimentos de vários milhões de euros.
“Estamos a falar de investimentos de grande montante”, referiu, acrescentando que, no caso da construção do açude, poderá atingir “três a cinco milhões de euros”.
O autarca sublinhou, contudo, que estas intervenções não eliminam totalmente o risco. “Nunca sabemos. Conseguimos trabalhar a médio prazo, acho que é bastante bom, mas as alterações climáticas obrigam a um acompanhamento dinâmico”, afirmou.
A Câmara de Viseu pretende submeter as candidaturas até ao final do ano.








