
Centro de Radioterapia de Viseu concluído em Março de 2027
O Centro de Ambulatório e Radioterapia de Viseu, que atualmente está a ser construído junto ao Hospital São Teotónio, deverá estar concluído até março do próximo ano. A revelação foi feita pelo presidente da Assembleia Municipal de Viseu, Mota Faria, dando conta de informações prestadas pelo presidente do conselho de administração da ULS Viseu Dão Lafões, António Sequeira, numa reunião com representes daquele órgão municipal, que se realizou há cerca de um mês.
No final da reunião da Assembleia Municipal, Mota Faria, explicou aos jornalistas que uma das particularidades do Centro Ambulatório e Radioterapia de Viseu será o de funcionar com recursos humanos próprios e com funcionamento autónomo.
No que diz respeito ao Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental, que também está a ser construído junto ao Hospital São Teotónio, deverá estar concluído em maio deste ano, no entanto, o funcionamento dependerá da conclusão da obra do edifício técnico prevista para finais de julho.
Quanto às instalações em Abraveses, onde para já ainda funciona o Departamento de Psiquiatria, o objetivo é investir cerca de dois milhões de euros, para servir de retaguarda logística (arquivo). Há ainda negociações com o Instituto Politécnico de Viseu no sentido de receber um Centro de Prática Simulada no âmbito do curso de Fisioterapia, que será disponibilizado.
Recorde-se que a Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões (ULSVDL) assinou o contrato para a construção do edifício do Centro de Ambulatório e Radioterapia (CAR), orçado em cerca de 16 milhões de euros, em setembro do ano passado, enquanto que o novo edifício de Psiquiatria e Saúde Mental começou a ser construído em janeiro do ano passado, representando um investimento de 10 milhões de euros.
Apreensão
De acordo com Mota Faria, o conselho de administração da ULS demonstrou, na mesma reunião, “alguma apreensão, pelo facto do atual conselho executivo da Comunidade Intermunicipal não estar disponível, ao contrário do anterior, para considerar a parceria para um projeto inovador no âmbito da cirurgia robótica, em concreto para um robô cirúrgico especifico para a Ortopedia”.
De acordo com a ULS, o investimento de cerca de dois milhões de euros “iria permitir tornarmo-nos no 1.º Centro de Formação Ortopédica para esta área no país” e “vinha acoplado” com uma Unidade Móvel de AVC por parte de parceiros europeus.
O deputado do PSD, Pedro Alves, defendeu que seria uma grande oportunidade para Viseu contar com o centro de formação. “É uma questão de qualificar o território”, acrescentou.
Em resposta, o presidente da Câmara de Viseu e da CIM Viseu Dão Lafões, João Azevedo, começou por esclarecer que não houve qualquer decisão por parte dos autarcas da região relativamente à parceria com a ULS para a aquisição do robô.
“É uma área que me diz muito. Percebo do que estou a falar e bem sei o que é passar horas na maca, na mesa de cirurgia, no recobro. O investimento de 100 a 200 mil euros por parte do Município de Viseu é fácil de tomar, noutros concelhos não é assim. Falta saber se as autarquias querem assumir esse investimento”, referiu.
“Eu defendo a aquisição do robô. Vamos tentar perceber se há soluções”, concluiu.








