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Israel chocado com "tentativa de assassínio" de Trump

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou-se hoje chocado com o que descreveu como “tentativa de assassínio” do Presidente norte-americano, Donald Trump, num jantar de gala no sábado à noite em Washington.

“Ficámos chocados com a tentativa de assassínio contra o Presidente Donald Trump ontem à noite em Washington”, escreveu Netanyahu nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

“Sentimo-nos aliviados por saber que o Presidente e a primeira-dama se encontram bem e a salvo”, disse Netanyahu na mensagem que subscreveu conjuntamente com a mulher, Sara.

O Presidente e a primeira-dama Melanie Trump foram retirados do salão do hotel de Washington onde se realizava o jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca após terem sido ouvidos disparos fora da sala.

Os secretários de Estado, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, ou da Defesa, Pete Hegseth, foram alguns dos membros da administração também retirados da sala com Trump e a mulher.

O suspeito foi detido e deverá comparecer na segunda-feira perante um juiz.

Israel participa com os Estados Unidos na guerra contra o Irão, que lançaram em 28 de fevereiro com bombardeamentos que mataram vários dirigentes iranianos, incluindo o guia supremo, Ali khamenei.

Trump considerou depois do incidente que os motivos do atirador detido não deveriam estar relacionados com o Irão e assegurou que o sucedido não o faria desistir da guerra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, também foi às redes sociais para condenar “nos termos mais fortes possíveis” o incidente em Washington.

“Israel apoia incondicionalmente os Estados Unidos e o Presidente Trump”, assegurou o chefe da diplomacia de Israel.

Saar felicitou “as forças de segurança norte-americanas pela rápida atuação para neutralizar o atacante”.

“Tolerância zero perante a violência política”, afirmou.

A Alta Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, congratulou-se igualmente por Trump e os restantes convidados se encontrarem “em segurança”.

“Fico contente por saber que todos os participantes, incluindo o Presidente Trump, estão a salvo após o tiroteio ocorrido no jantar dos correspondentes da Casa Branca”, afirmou Kallas numa mensagem nas redes sociais.

Kallas condenou o ocorrido e afirmou que “a violência política não tem lugar numa democracia”.

Disse também que “um evento destinado a homenagear a liberdade de imprensa nunca deveria tornar-se um cenário de medo”.

Em Tóquio, a primeira-ministra Sanae Takaichi condenou o tiroteio e considerou que “a violência não pode ser tolerada em nenhum lugar do mundo”.

“Sinto-me aliviada por saber que o Presidente Trump se encontra a salvo após o aterrador tiroteio”, afirmou Takaichi nas redes sociais.

O presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani, também se pronunciou para rejeitar a “violência política” e expressar alívio por Trump e todos os participantes no jantar terem saído ilesos.

“A violência política é absolutamente inaceitável”, afirmou Mamdani.

Trump partilhou fotografias do alegado atirador, em tronco nu e algemado, com o rosto virado para o chão, no que parece ser o átrio do hotel.

Descreveu-o como “um lobo solitário” durante uma conferência de imprensa que deu pouco depois já na Casa Branca, a sede da presidência.

O atacante disparou contra um elemento dos serviços de segurança, que foi protegido pelo colete à prova de balas.

As autoridades ainda não confirmaram a identidade do suspeito, mas, segundo meios de comunicação norte-americanos, trata-se de um homem de 31 anos, Cole Tomas Allen, natural de Torrance, na Califórnia.

O jantar foi cancelado e deverá realizar-se numa outra data.

Abril 26, 2026 . 11:30

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