
Em 18 anos, CPCJ de Sátão apoiou mais de 1.000 crianças e jovens
A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Sátão acompanhou 1.045 crianças e jovens ao longo de 18 anos de atuação, instituição que assinala, esta quinta-feira (9 de abril), o seu aniversário.
Dizem as palavras da presidente da comissão, Rute Almeida, que esta é uma missão onde “todos os dias tentamos fazer do mundo um lugar melhor para estas crianças e jovens, acreditando que é possível fazer a diferença”.
Nesse período, a CPCJ de Sátão lidou com vários tipos de casos, incluindo negligência, violência doméstica, maus-tratos físicos e psicológicos, abandono e comportamentos antissociais.
“Na CPCJ, cada criança/jovem, traz um percurso único e individual, com uma “bagagem” diferente e, por vezes, carregada de sofrimento, de fragilidades, de identidades camufladas, de vinculações inseguras, de rejeições, de comportamentos desajustados, que apenas necessitam de presença, de acolhimento, de um olhar protetor que não existe”, relembra a responsável, sem esquecer que “cada criança aprende a decifrar silêncios que não devia, tenta gerir tensões que não compreende, a organizar a ‘casa emocional’ de forma desconectada”.
Considerando que, por vezes, é necessário um “trabalho articulado com várias entidades”, Rute Almeida reforça ainda que “a infância exige responsabilidade, não porque as crianças sejam exigentes ou queiram desafiar, mas porque estão continuadamente a aprender e a processar emoções para as quais ainda não tem recursos” e, por isso, “precisam de figuras de referência, de adultos responsáveis, para cuidar e transformar medos, frustrações ou ansiedade em aprendizagem e crescimento”.
Em termos de balanço, “os 18 anos da CPCJ de Sátão simbolizam dedicação, responsabilidade e compromisso renovado com a proteção da infância, reforçando que cuidar das crianças é uma responsabilidade coletiva, envolvendo toda a comunidade e entidades do sistema de proteção”, frisa a presidente.
Criadas para intervir precocemente em contextos de perigo, as CPCJ atuam com uma abordagem multidisciplinar e de proximidade, promovendo a proteção, bem-estar e desenvolvimento seguro das crianças e jovens.
O trabalho envolve prevenção, sensibilização de entidades de primeira linha e intervenção direta junto das famílias, sempre atendendo ao interesse superior da criança.








