
Trump acredita que vai atingir "objetivos da guerra" com acordo, segundo Netanyahu
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje, após uma chamada com o Presidente norte-americano, Donald Trump, que o líder da Casa Branca acredita na possibilidade de “alcançar os objetivos da guerra” através de um acordo com o Irão.
Em comunicado divulgado pelo seu gabinete, Netanyahu disse que o Presidente dos Estados Unidos "acredita que existe uma oportunidade de aproveitar os enormes sucessos para alcançar os objetivos da guerra no quadro de um acordo” com o regime de Teerão, após mais de três semanas desde o lançamento da ofensiva aérea israelo-americana.
No entanto, o chefe do Governo observou que Israel está determinado em defender os seus “interesses vitais em qualquer circunstância” e que continuará a executar os seus ataques aéreos contra a República Islâmica e também no vizinho Líbano contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.
"Ao mesmo tempo, continuamos a atacar o Irão e o Líbano. Estamos a desmantelar o programa de mísseis e o programa nuclear [iraniano], e continuamos a infligir graves danos ao Hezbollah", declarou Netanyahu.
No seu breve comunicado, o líder israelita acrescentou ainda: “Há poucos dias, eliminámos mais dois cientistas nucleares e continuamos ativos".
O Presidente norte-americano indicou hoje que há negociações em curso com o Irão através de um “político iraniano respeitado”, cuja identidade não revelou, e que existe um consenso significativo sobre os pontos para um possível entendimento.
Teerão admitiu contactos, mas negou qualquer negociação com os Estados Unidos sobre o fim do conflito.
Donald Trump anunciou também que prolongou para cinco dias o prazo anterior de 48 horas, que estabelecera no sábado, para o Irão levantar o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz e a partir do qual ficaria sujeito a ataques contra instalações energéticas iranianas.
Desde o começo dos bombardeamentos norte-americanos e israelitas, em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques aéreos contra Israel e países vizinhos do Golfo que albergam bases militares dos Estados Unidos e também várias infraestruturas petrolíferas.
Em simultâneo, mantém sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde transitavam antes da guerra 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, fazendo disparar os preços destes proditos a escala global.








