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Mercadona registou em Portugal 26 milhões de euros de lucro

Empresa apresentou o melhor resultado de sempre o que permitiu aumentar o seu lucro líquido em 25%, para 1.729 milhões de euros. Em 2026, vai investir num novo modelo de loja

A Mercadona apresentou hoje em Valência, os resultados anuais referentes ao exercício de 2025, ano em que a empresa atingiu, em Portugal, um volume de vendas de 2.092 milhões de euros e registou um lucro de 26 milhões de euros, mais 18% do que no ano anterior.

A nível do Grupo, a empresa atingiu, no ano de 2025, um volume de vendas de 41.858 milhões de euros e um lucro de 1.729 milhões de euros.

Este aumento das vendas em euros foi possível graças ao “Chefe” que confia, cada vez mais, na empresa para fazer as suas compras, ao esforço das 115.000 pessoas para oferecer uma excelente experiência de compra e aos 2.000 fornecedores que, entre os dois países, reforçaram o seu compromisso com a melhoria da qualidade para ter um sortido cada vez mais eficiente.

Em Portugal, a Mercadona abriu a primeira loja em 2019 e fechou 2025 com 69 lojas e 7.500 trabalhadores com contrato sem termo desde o primeiro dia, tendo nesse mesmo ano criado 500 novos postos de trabalho.

Ao longo de 2025, a Mercadona realizou um investimento total de 140 milhões de euros em Portugal. Através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, com sede em Vila Nova de Gaia , contribuiu com 273 milhões de euros em impostos, totalizando desde 2019, 879 milhões de euros.

Aumento de vendas dinamiza indústria agroalimentar

A empresa continuou, também, a trabalhar de perto com os seus cerca de 1.000 fornecedores nacionais, aos quais comprou 1.500 milhões de euros.

Nesse sentido, também os fornecedores aumentaram os seus investimentos, em cerca de 31%, O que contribuiu para dinamizar a indústria agroalimentar, tanto em Portugal como em Espanha.

Consolidação de empregos

A Mercadona, mais uma vez, foi pioneira na adoção de iniciativas para consolidar uma equipa com empregos estáveis e de qualidade. Exemplo disso é a melhoria da jornada de trabalho, com mais uma semana de férias, a consolidação do poder de compra, com o aumento salarial segundo o IPC e a sua política de remuneração variável, com a distribuição de 780 milhões de euros em prémios por objetivos, dos quais 25 milhões correspondentes a Portugal.

Este valor para o trabalhador traduz-se em dois vencimentos mensais para os que têm menos de 4 anos de antiguidade e em três vencimentos para os que ultrapassam esta antiguidade, tendo em fevereiro, neste último caso, recebido 7.000 euros brutos, onde se inclui, neste montante, o seu salário mensal.

A empresa criou 5000 novos postos de trabalho, dos quais 500 em Portugal.

Criação de mais de 1000 postos de trabalho em 2026

A empresa prevê investir mais de 1.000 milhões de euros no presente exercício, além da evolução para o modelo de supermercado para a Loja 9.

Assim, prevê ampliar e reformar os seus blocos logísticos e impulsionar de forma decidida a sua inovação tecnológica, com a abertura de novas Colmeias (armazéns que fornecem o serviço online em Espanha) e a implementação de aplicações e ferramentas informáticas para melhorar os diferentes processos-chave da empresa.

Com estes investimentos, a empresa prevê criar mais de mil postos de trabalho e aumentar as suas vendas em 3,5% até atingir os 43.200 milhões de euros, por forma a consolidar um lucro semelhante a 2025.

Reinvestimento de lucros resulta no novo modelo da Loja 9

Mercadona vai investir, nos próximos anos, 3.700 milhões de euros para transformar os seus supermercados em Loja 9, um modelo organizado por processos em vez de por negócios, com mais espaço para produtos frescos e que facilita uma compra mais ágil e simples para os “Chefes”, aumentando a produtividade, a rentabilidade e a eficiência.

Entre as principais novidades, este modelo otimiza os processos de corte, de cozedura e de embalar, unificando-os numa única zona denominada Cozinha Central, o que irá gerar uma poupança de 10% em energia e de 40% em água. Além disso, inclui uma atualização técnica da sala de máquinas.

Uma evolução que vem no seguimento de uma estratégia que se traduz em mais produtividade e melhor gestão.

Em números, pode dizer-se que o desempenho e compromisso de todos os trabalhadores traduziram-se num aumento de 4% na produtividade, de 16% na gestão de pedidos das lojas e de 4% na eficiência energética.

Tudo isso elevou o lucro líquido da empresa em 1.729 milhões de euros, mais 25% do que em 2024. Nesse sentido, a empresa destinou 80% desse lucro para reinvestimentos, sendo que os restantes 20% se destinaram aos acionistas.

Março 10, 2026 . 19:00

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