
Académico irreconhecível na primeira parte resgatou um ponto nos minutos finais
O Clube Desportivo de Mafra entrou melhor no jogo, não só por mérito próprio, mas contando com o demérito dos donos da casa que deram a iniciativa ao adversário, denotando confiança a mais.
Os viseenses facilitaram demasiado em termos defensivos e acabaram por provar do seu próprio veneno. Depois de aos 13 minutos Ibo Djate ter rematado forte a obrigar Denis Gutu a um grande defesa, o Académico, avisado, não se precaveu e no minuto seguinte permitiu que Rafael Saldanha abrisse o ativo por Rafael Saldanha.
Os mafrenses mostravam mais determinação e melhor organização, perante um adversário confundido em termos posicionais. Não se pode dizer que o Académico não tivesse reagido, mas fê-lo de forma muito previsível, facilitando a vida ao CD Mafra.
A melhor oportunidade de marcar do Académico aconteceu somente aos 38 minutos, mas a bola, após cruzamento, foi cabeceada e saiu a rasar o poste da baliza de Thierry Moura. No minuto seguinte foi este guardião a fazer uma grande defesa para canto a remate de Kauê Schmoller.
Até ao intervalo o jogo decorreu um pouco aos repelões, com os academistas a mostrarem meros ‘fogachos’ ofensivos que, pouco ou nada, incomodaram os visitantes sempre mais rápidos a chegar à bola. Justificava-se, portanto, a vantagem do Mafra na ida para o descanso.
Para a segunda parta as equipas não fizeram mexidas, mas as movimentações iniciais, deixaram a ideia de que não iria haver grandes diferenças em termos de ‘encaixe’ tático no relvado. Aos 55 minutos, na sequência de um canto, a bola embateu na barra da baliza do Clube Desportivo de Mafra.
Os viseenses refira-se, surgiram mais determinados e passaram mesmo a ter superioridade em jogo e oportunidades, mas a eficácia continuou ausente. A ansiedade também tinha influência nas decisões no último remate à baliza contrária, pois o tempo decorria e o golo não acontecia.
Aos 86 minutos o Académico de Viseu marcou de livre, mas o árbitro anulou alegando fora de jogo, facto que não nos pareceu existir. No entanto, o empate acabou por chegar aos 89 minutos num lance de raiva e de contra-ataque, concretizado por Diogo Oliveira, conseguindo dessa forma minimizar o ‘prejuízo’ ao resgatar um ponto na luta da manutenção.








