
Professores alertam população para problemas que afetam profissão
A FENPROF está a percorrer o país numa campanha de mobilização social, promovendo diferentes iniciativas de mobilização dos docentes, bem como de esclarecimento da sociedade para os problemas que afetam a profissão docente e que são a principal causa da falta de atratividade para o ingresso ou o regresso de docentes.
Em Viseu, centenas de professores e educadores participaram num plenário, no Auditório Mirita Casimiro, antes de se deslocarem ao Rossio, no âmbito da caravana nacional ‘Somos professores. Damos rosto ao futuro. Valorização, já!’.

A campanha tem como objetivos dar visibilidade à gravíssima falta de professores, ao envelhecimento da profissão docente e a outros problemas que afetam a profissão.
Mário Nogueira, presidente da Mesa da Assembleia do Sindicato dos Professores da Região Centro, destacou a revisão do Estatuto da Carreira Docente. Em declarações aos jornalistas, explicou que a revisão do governo “é para acabar com algo que os professores conquistaram em 1989 e que depois de várias revisões do Estatuto sempre mantiveram”, nomeadamente, “a sua carreira ser um corpo social”. “Isso significa há uma grelha salarial própria e a avaliação obedece a um regime próprio. Não se aplicam as regras gerais e, portanto, os concursos continuam a ser para quadros e não para mapas de pessoal”, esclareceu.

“Há que já deixar claro ao Ministério da Educação que os professores não estão nada de acordo e não acompanharão uma revisão do Estatuto que não se destine a valorizar a profissão”, avisou. “O ministério tem tomado algumas medidas avulsas, mas o que se verificou, por exemplo neste ano letivo, é que mesmo após essas medidas a falta de professores é maior que no ano passado”, contou Mário Nogueira.








