
Inaugurada variante à EN229 “que há muito era precisa”
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, inaugurou esta manhã um novo acesso rodoviário ao Parque Empresarial de Mundão. Com uma extensão de cerca de cinco quilómetros, a variante, que liga o antigo IP5 à EN229, tem como objetivo principal melhorar as condições de circulação, garantindo uma maior fluidez na circulação rodoviária, especialmente de veículos pesados de mercadorias, que acedem diariamente ao Parque Empresarial de Mundão.
O governante destacou a obra “absolutamente estruturante”, que “há muito era precisa”. “Quis vir aqui assinalar este momento absolutamente importante para esta região e para as acessibilidades e para a mobilidade territorial”, sublinhou.
O presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, defendeu que a visita do ministro ao território “é importante”, porque “vem sinalizar uma obra muito importante para a região”. “Naturalmente que a vinda do senhor ministro também vem, de alguma forma, fortalecer aquilo que é o investimento público nesta região”, defendeu o autarca, acrescentando que o objetivo é “fazer mais obras nos próximos meses e anos”.

Mais-valia para os concelhos no norte
O presidente da Câmara Municipal de Sátão, Alexandre Vaz, defendeu que a obra é uma mais-valia principalmente para os concelhos mais a norte da região, recordando que os primeiros passos para a sua concretização foram dados há quase 20 anos. “Isto é sobretudo para o norte, por exemplo, para os concelhos de Sátão, Vila Nova de Paiva, Aguiar da Beira, São João da Pesqueira, Penedono, Moimento da Beira e Sernancelhe”, sublinhou, lembrando que, quando se fez o primeiro levantamento sobre o movimento na EN229, chegou-se à conclusão que era usada diariamente por cerca de oito mil viaturas, número esse que ao longo dos anos foi aumentando.
Questionado sobre o tempo que passou até à inauguração da variante, Alexandre Vaz admitiu que, talvez, seja o reflexo de um país “que não tem dinheiro para tudo”. “Se não fosse o PRR, provavelmente ainda hoje andaríamos com isto às voltas”, referiu, explicando que as expetativas eram outras. “Esta estrada devia ter tido, sobretudo, duas intervenções muito maiores”, defendeu, nomeadamente, na zona conhecida como a Reta da Barraca e na zona de Cavernães. “Agora, estamos muito satisfeitos, porque ficamos muito melhor do que o que estávamos”, concluiu.








