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Pedro Alves quer um “Ciclo novo”, com mais ambição e sem “estruturas decorativas”

Pedro Alves lidera uma candidatura à Comissão Política de Secção do PSD Viseu para renovar o partido. As freguesias estarão no centro das atenções, os jovens serão um dos pilares fundamentais e não haverá improviso

“Hoje, estou em condições para assumir que sou o mais capacitado para aceitar o desafio de presidir à Comissão Política de Secção do PSD Viseu”.

Pedro Alves afirmava desta forma, perante uma sala cheia de militantes e um grupo de notáveis do PSD que o acompanham, a sua candidatura, prometendo, juntamente com a sua equipa, abrir “um novo ciclo”, com mais ambição.

Assumindo que do ponto de vista partidário já tinha alcançado tudo não existindo mais nada que o seduzisse do ponto de vista hierárquico, o deputado da Assembleia da República reconheceu que, depois do resultado negativo que o PSD teve em Viseu e o facto da responsabilidade ter ficado silenciada, entendeu que era preciso assumi-la.

“E eu aqui estou para a assumir, mesmo não tendo qualquer tipo de interferência na estratégia pois ninguém ouviu, não souberam ouvir e não quiseram chamar aqueles que com experiência podiam ter dado outro contributo”, acusou.

E, como disse, foi esse sentido de responsabilidade que o levou a refletir e a decidir esta candidatura. Afinal, como sublinhou, “se tem a confiança dos viseenses para estar no Parlamento, tem obrigação também de assumir responsabilidades no partido”.

Sem papas na língua, Pedro Alves foi mais longe e afirmou que “o PSD não perdeu porque os viseenses não gostavam da obra feita, mas sim porque não se reviam no partido que tinham”.

“Passamos mais tempo a falar mal de nós”

“Passámos mais tempo a falar mal de nós do que o tempo suficiente a combater quem quis tirar o lugar e tirou”, acusou, reconhecendo a culpa da derrota pois permitiu-se que se entrasse pelo PSD dentro que não foi capaz de se unir.

E para Pedro Alves, “aqueles que no passado não tiveram capacidade de unir estão hoje a dizer que se apresentam a eleições para poderem unir o partido”. Acusando a concelhia de “em momento algum ter recorrido aos quatro deputados eleitos a pedir fosse o que fosse, aos deputados municipais ou aos presidentes de junta, o candidato garantiu que o partido “não foi capaz de fazer política durante o tempo em que o PSD esteve na câmara”.

“Estou há 35 anos no partido e nunca fiz parte de nenhuma Comissão Política de Secção, tal como o José Cesário”

“Ninguém sabe fazer oposição”

“O partido em Viseu tem todas as condições para ser maior e muito melhor, mas o partido em Viseu nunca teve vontade de crescer porque crescer dá trabalho”, afirmou, adiantando que “em Viseu ninguém sabe fazer oposição porque o partido não estava habituado a estar na oposição”.

Acusando o partido de “estar acantonado no seu cantinho”, o candidato avançou que “não tem havido a capacidade para reconhecer os problemas do partido” que, na sua opinião, “não tem nenhum problema de renovação” - como agora querem fazer crer - , mas sim de estratégia.

“Renovar com uma continuidade dissimulada que é o que está em causa relativamente a um novo ciclo verdadeiro”, acusou numa referência à lista opositora, adiantando que “os problemas do partido são as divisões desde 21 e que levaram a que o partido não tivesse conseguido encontrar-se como uma família”.

E é por isso que “neste novo ciclo, com mais ambição e mais PSD”, defendem a renovação com base em princípios que não se negoceiam e uma cultura de partido que é diferente.

Daí a importância da comunicação, seja ela interna ou para fora, “que não existe”. “O presidente da Concelhia não é só para preparar processos eleitorais, fazer mercearia, meros reencaminhadores de emails ou convocatórias. Mas fazer pontes, com a Distrital, com os outros municípios à volta de Viseu, com a direção nacional”, avisou.

E, por isso, vão avançar com um roteiro pelas freguesias para conhecer a realidade e ajudar os presidentes nos seus compromissos e no cumprimento das promessas feitas pela câmara. E deixou o aviso: “Vamos fazer uma oposição firme e responsável. Não vamos ficar calados. Vamos reconhecer o que estiver bem feito, mas vamos exigir o que foi prometido e onde houver falhas vamos denunciar”.

Escolher o melhor candidato

Uma outra garantia ficou, com alguns recados à mistura: “Vamos pensar Viseu a 2030 - ano de autárquicas - cativando os cidadãos para uma reflexão para o concelho e para o país. Vamos começar a preparar com seriedade a vitória que queremos nas próximas eleições”.

Avisando que “nenhum quer ser candidato embora todos tenham condições para o ser”, Pedro Alves assume a responsabilidade de escolherem o candidato “sem acordos prévios nem apoios políticos para se elegerem em função de expectativas pessoais” .

“O nosso trabalho é irmos à procura daquele que melhores condições terá em função da estratégia que será definida para ganhar. E vamos fazê-lo cedo, também nas freguesias ouvindo os presidentes que vão ajudar a passar a mensagem, como vai acontecer com a Asembleia Municipal”, adiantou. Um trabalho que será feito com todos para que os viseenses sinta que o partido não é uma barreia à participação política.

Fevereiro 22, 2026 . 21:30

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