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Emanuel Simões quer liderar a concelhia de Viseu para garantir “um PSD para todos”

Emanuel Simões tem 42 anos e é advogado de profissão. Entende que o PSD precisa de se renovar com as novas gerações e, por “um sentido de dever e responsabilidade perante o partido e a cidade de Viseu”, decidiu candidatar-se

“Estou aqui porque queremos um partido maior, um partido mais aberto e, acima de tudo, um partido mais unido”. Foi desta forma que Emanuel Simões começou, sexta-feira à noite, a apresentação da sua lista à Comissão Política de Secção do PSD Viseu.

Com um programa de ação que assenta em seis pilares fundamentais, o advogado nascido em Viseu, deseja transformar com a sua candidatura “um PSD para todos”, confessando a vontade de fortalecer o partido “como instrumento ao serviço da comunidade”.

“Ao longo da vida fui consolidando a convicção de que as decisões que verdadeiramente importam nascem do sentido de dever e da lealdade aos valores que nos orientam”, afirmou, adiantando que “é por esse sentido de dever e responsabilidade perante o partido e a cidade de Viseu” que decidiu avançar com a candidatura.

Considerando que sempre entendeu a política, sobretudo no plano local, “como um compromisso com as pessoas”, que exige responsabilidade, “proximidade e a humildade de ouvir antes de decidir”, Emanuel Simões adianta que “governar e liderar não é afirmar poder, é assumir a responsabilidade de o colocar ao serviço do bem comum”.

“Nasci e cresci em Viseu e desde jovem que me interessei pelas causas públicas e participei na vida política local, movido pela convicção de que a participação é a única forma de contribuir para a construção coletiva. E quando penso no futuro do nosso concelho, penso na geração dos nossos filhos, mas também na nossa geração e na de todos os que nos antecederam”, afirmou, reconhecendo a importância de se pertencer a uma comunidade “que honra o seu percurso, mas sem receio de se renovar”.

Candidatura assume-se como “um espaço aberto de construção coletiva, integrador de diferentes gerações, e daí o convite aos mais jovens, mas também percursos e sensibilidades no seio do partido”

Renovar mas respeitando o caminho percorrido

E é essa renovação que o candidato deseja para o partido. “Uma renovação agregadora, que respeite o caminho já percorrido, mas que abra novas oportunidades de participação e diálogo. Um partido próximo, aberto e preparado para os desafios do nosso tempo, um partido de todos e para todos”, avançou.

Considerando que a política local “deve aproximar, unir e devolver à comunidade o protagonismo das decisões”, Emanuel Simões acredita que no final, não são as circunstâncias que definem os políticos, mas a marca que estes deixam e o exemplo que entregam às próximas gerações.

E nesse sentido, afirma que decidiu avançar para esta candidatura “após um período de reflexão sobre o atual contexto político local e na sequência de múltiplos sinais transmitidos por militantes, que apontaram a necessidade de abrir um novo ciclo no PSD Viseu, assente na renovação, na união e numa maior proximidade ao território, às freguesias e à sociedade civil”.

Mas para isso, considera que o PSD “só afirmará plenamente a sua relevância política no concelho se souber distinguir o essencial do circunstancial e se posicionar como uma verdadeira caixa de ressonância da sociedade civil, capaz de convergir pessoas, ideias e instituições em torno de um projeto político consistente, participado e orientado para o futuro”.

O projeto apresentado aposta no reforço do apoio político e técnico às freguesias, na valorização do papel dos autarcas e dirigentes locais, no envolvimento ativo da juventude, numa relação de maior proximidade com a sociedade civil e com os militantes, sustentada por uma estratégia de comunicação mais estruturada e exigente, procurando “reafirmar o PSD como a única alternativa credível, responsável e preparada para os desafios do concelho”.

Para ser alternativa à atual governação é preciso ambição

A candidatura assume como lema ‘Um PSD para todos’, afirmando-se como “um espaço aberto de construção coletiva, integrador de diferentes gerações, e daí o convite aos mais jovens, mas também percursos e sensibilidades no seio do partido”, descentralizando as decisões e criando mecanismos permanentes de reflexão.

“Se queremos voltar a governar o concelho não podemos repetir o mesmo caminho perante um resultado diferente. Precisamos de alargar a base local do PSD, precisamos de integrar novas competências, precisamos de convocar a sociedade civil para dentro do processo político”, afirmou, defendendo que “o cidadão tem o poder e o dever de gerar conhecimento, de propor alternativas, de discutir políticas públicas e de acompanhar acima de tudo a sua execução”.

Considerando que se o PSD quer ser uma alternativa credível - “a única alternativa credível” - ao poder instalado na câmara municipal, é preciso demonstrar capacidade, estratégia e, acima de tudo, ambição. “Não basta reagir, é necessário antecipar. Não basta criticar, é preciso apresentar soluções concretas”, avisa, afirmando que é preciso “pensar o concelho a médio e a longo prazo e preparar desde já o próximo ciclo autárquico com método, organização e visão”.

Fevereiro 22, 2026 . 20:53

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