
Emanuel Simões quer liderar a concelhia de Viseu para garantir “um PSD para todos”
“Estou aqui porque queremos um partido maior, um partido mais aberto e, acima de tudo, um partido mais unido”. Foi desta forma que Emanuel Simões começou, sexta-feira à noite, a apresentação da sua lista à Comissão Política de Secção do PSD Viseu.
Com um programa de ação que assenta em seis pilares fundamentais, o advogado nascido em Viseu, deseja transformar com a sua candidatura “um PSD para todos”, confessando a vontade de fortalecer o partido “como instrumento ao serviço da comunidade”.
“Ao longo da vida fui consolidando a convicção de que as decisões que verdadeiramente importam nascem do sentido de dever e da lealdade aos valores que nos orientam”, afirmou, adiantando que “é por esse sentido de dever e responsabilidade perante o partido e a cidade de Viseu” que decidiu avançar com a candidatura.
Considerando que sempre entendeu a política, sobretudo no plano local, “como um compromisso com as pessoas”, que exige responsabilidade, “proximidade e a humildade de ouvir antes de decidir”, Emanuel Simões adianta que “governar e liderar não é afirmar poder, é assumir a responsabilidade de o colocar ao serviço do bem comum”.
“Nasci e cresci em Viseu e desde jovem que me interessei pelas causas públicas e participei na vida política local, movido pela convicção de que a participação é a única forma de contribuir para a construção coletiva. E quando penso no futuro do nosso concelho, penso na geração dos nossos filhos, mas também na nossa geração e na de todos os que nos antecederam”, afirmou, reconhecendo a importância de se pertencer a uma comunidade “que honra o seu percurso, mas sem receio de se renovar”.
Candidatura assume-se como “um espaço aberto de construção coletiva, integrador de diferentes gerações, e daí o convite aos mais jovens, mas também percursos e sensibilidades no seio do partido”
Renovar mas respeitando o caminho percorrido
E é essa renovação que o candidato deseja para o partido. “Uma renovação agregadora, que respeite o caminho já percorrido, mas que abra novas oportunidades de participação e diálogo. Um partido próximo, aberto e preparado para os desafios do nosso tempo, um partido de todos e para todos”, avançou.
Considerando que a política local “deve aproximar, unir e devolver à comunidade o protagonismo das decisões”, Emanuel Simões acredita que no final, não são as circunstâncias que definem os políticos, mas a marca que estes deixam e o exemplo que entregam às próximas gerações.
E nesse sentido, afirma que decidiu avançar para esta candidatura “após um período de reflexão sobre o atual contexto político local e na sequência de múltiplos sinais transmitidos por militantes, que apontaram a necessidade de abrir um novo ciclo no PSD Viseu, assente na renovação, na união e numa maior proximidade ao território, às freguesias e à sociedade civil”.
Mas para isso, considera que o PSD “só afirmará plenamente a sua relevância política no concelho se souber distinguir o essencial do circunstancial e se posicionar como uma verdadeira caixa de ressonância da sociedade civil, capaz de convergir pessoas, ideias e instituições em torno de um projeto político consistente, participado e orientado para o futuro”.
O projeto apresentado aposta no reforço do apoio político e técnico às freguesias, na valorização do papel dos autarcas e dirigentes locais, no envolvimento ativo da juventude, numa relação de maior proximidade com a sociedade civil e com os militantes, sustentada por uma estratégia de comunicação mais estruturada e exigente, procurando “reafirmar o PSD como a única alternativa credível, responsável e preparada para os desafios do concelho”.
Para ser alternativa à atual governação é preciso ambição
A candidatura assume como lema ‘Um PSD para todos’, afirmando-se como “um espaço aberto de construção coletiva, integrador de diferentes gerações, e daí o convite aos mais jovens, mas também percursos e sensibilidades no seio do partido”, descentralizando as decisões e criando mecanismos permanentes de reflexão.
“Se queremos voltar a governar o concelho não podemos repetir o mesmo caminho perante um resultado diferente. Precisamos de alargar a base local do PSD, precisamos de integrar novas competências, precisamos de convocar a sociedade civil para dentro do processo político”, afirmou, defendendo que “o cidadão tem o poder e o dever de gerar conhecimento, de propor alternativas, de discutir políticas públicas e de acompanhar acima de tudo a sua execução”.
Considerando que se o PSD quer ser uma alternativa credível - “a única alternativa credível” - ao poder instalado na câmara municipal, é preciso demonstrar capacidade, estratégia e, acima de tudo, ambição. “Não basta reagir, é necessário antecipar. Não basta criticar, é preciso apresentar soluções concretas”, avisa, afirmando que é preciso “pensar o concelho a médio e a longo prazo e preparar desde já o próximo ciclo autárquico com método, organização e visão”.







