Última Hora
Pub Dv Encruzarte 20260727
Mac Recrutamento
Pub Dv Projetosaprovados 20260720
Pub

Efeitos da depressão Marta no rio Douro só de madrugada

Cota do rio Douro desceu mais de um metro, ficando nos 5,1 metros quando, na madrugada anterior, na mesma preia-mar, tinha estado nos 6,15 metros

A chegada da depressão Marta ao norte só deverá produzir efeitos no estuário do rio Douro na próxima madrugada, admitiu hoje à Lusa o comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens.

O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, anunciou, no ponto da situação das 12:40, o deslocamento da depressão Marta para o norte do país, afetando assim outras regiões que até agora não estavam previstas.

Questionado sobre o novo quadro meteorológico, Pedro Cervaens começou por responder que na última noite a ”cota do rio Douro desceu mais de um metro, ficando nos 5,1 metros quando, na madrugada anterior, na mesma preia-mar, tinha estado nos 6,15 metros”, pormenor que disse ser “bastante significativo” e que pode, em parte, amenizar os efeitos da chegada da depressão.

“A próxima preia-mar, em princípio, não será também crítica porque houve um abaixamento significativo da cota”, assinalou o oficial, confirmando que a chegada da depressão trará “bastante chuva na parte interior norte e também em Espanha”.

Prosseguir a monitorização é, o para comandante adjunto, o caminho a seguir, admitindo “a probabilidade dos caudais que, entretanto, em média têm baixado para os cinco mil metros cúbicos por segundo na Barragem de Crestuma, poderem aumentar” determinando a “implementação de mais algumas medidas para além daquelas que já estão no terreno”.

Questionado se vê isso como provável acontecer na próxima preia-mar ou só de madrugada, Pedro Cervaens respondeu que poderá surgir “só durante a próxima madrugada”.

“Eu creio que na próxima preia-mar as coisas estão bastante controladas, porque a água demora algum tempo a chegar ao estuário. Vai demorar seguramente”, disse.

E prosseguiu: “pode ser que a Régua seja afetada um pouco mais cedo, mas no estuário, só durante a próxima madrugada, eventualmente”.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fevereiro 7, 2026 . 17:00

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right