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Força Nacional Destacada regressa à casa mãe após “missão cumprida” na Roménia

Cerimónia de entrega do Estandarte Nacional dos militares, aprontados em Viseu, marcou o fim da missão da força integrada no contingente da NATO na Roménia

“Continuidade, humildade, persistência e visão”. Foram estas quatro palavras que orientaram a missão da 7.ª Força Nacional Destacada (FND) na Roménia. Contaram-se seis meses de atividade operacional e exercícios combinados com outras forças e países aliados da NATO. A comando do major de infantaria Luís Silva, esta força “representou com honra o braço firma e valente da raça forte da beira”.

E, por isso, chegou o momento da cerimónia de entrega do Estandarte Nacional, que decorreu hoje no Regimento de Infantaria (RI) 14, casa mãe dos militares da 7.ª FND, tendo sido presidida pelo chefe do Estado-Maior do exército, general Mendes Ferrão.

Ri14 Força 2

Considerando o sentimento de “missão cumprida”, “desejo que os desafios futuros vos realizem e vos preencham, porque não basta sermos competentes, temos de ser felizes naquilo que fazemos porque a modernização do exército é hoje uma realidade visível, palpável e motivadora”.

Também o chefe do Estado-Maior do exército destacou a importância de uma missão que “não se afirmou por palavras, mas por uma ação consistente, integrada e profissional”, onde “a nossa força demonstrou, de forma inequívoca, a vontade e a capacidade do nosso país para contribuir ativamente para a estabilidade, para a dissuasão e para a defesa coletiva”.

Relembrando as responsabilidades internacionais de Portugal, o general Mendes Ferrão reconheceu que “esta missão decorreu num ambiente operacional marcado por elevada exigência, por uma necessidade permanente de prontidão e por uma estreita coordenação entre os vários contingentes de muitas nacionalidades”. Um desempenho que descreveu como “forte, credível e eficaz”, resultado direto “de uma preparação exigente, de lideranças firmes, de uma forte coesão interna e de um consistente trabalho realizado em território nacional”.

Ri14 Força

“Afirmo, com orgulho, o sentimento de missão cumprida da 7.ª Força Nacional Destacada, composta por militares disciplinados, humildes, profissionais e irredutivelmente determinados”, começou por dizer o major de infantaria Luís Silva, enumerando “a segurança, a boa imagem do soldado português e a coesão e o espírito de corpo como prioridades absolutas”.

Antes da partida para território romeno, garantiu, “o R14 foi inexcedível no apoio ao aprontamento da força, mantendo sempre o contacto estreito, mesmo já na área de operações da Roménia”.

Diante dos militares da 7.ª força, o major de infantaria deixou “um agradecimento muito pessoal pela forma como fui acolhido e integrado, num movimento particularmente exigente, após a lesão do meu camarada e amigo, o major Nelson Paulo, cujo contributo foi determinante para o sucesso desta força”.

Na sua intervenção, o chefe do Estado-Maior do exército também não esqueceu “amigos e familiares porque foram, de facto, determinantes para estarem bem na missão, tranquilos e serenos”.

Recorde-se que o aprontamento da força teve início em território nacional no final de 2024, no RI14, tendo a mesma sido projetada para a Roménia no mês de julho de 2025. A unidade, comandada pelo major de infantaria Luís Silva, integrou 200 militares, 179 homens e 21 mulheres, e realizou treinos operacionais, reforçando o contingente da NATO no flanco leste da Europa, ativo após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Janeiro 21, 2026 . 17:30

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