
Padre exorcista apresentou queixa-crime contra a Diocese de Aveiro
«O que está a acontecer não é mais do que uma represália pelo que disse e considerei ser o mais certo fazer na altura», afirmou, por mais do que uma vez, Francisco Marques, de 27 anos, natural de Aveiro e que chegou a residir nas freguesias de Esgueira e São Bernardo.
«Tentativa de abuso sexual»
Ontem, em conversa com o Diário de Aveiro, na casa onde vive atualmente em Oiã, freguesia do concelho de Oliveira do Bairro, aquele que por enquanto é o único sacerdote da Prelatura de São Pedro e São Paulo em Portugal, também com «um mandato de exorcista» que lhe foi concedido pelo seu bispo (Salvatore Micalef), referia-se «a uma grande polémica envolvendo sacerdotes da Diocese [de Aveiro], incluindo alguns que eram superiores no Seminário de Aveiro», que remonta aos tempos em que «estava no Pré-Seminário» e que teria «à volta de 16 anos».
«Por esse motivo», recordou Francisco Marques, «todos os seminaristas foram chamados à PJ [Polícia Judiciária] de Aveiro. Eu também fui chamado e depus aquilo que sabia, porque tinha provas (mensagens e imagens) de uma tentativa de abuso sexual contra um colega».
Ao nosso jornal, o agora padre exorcista - conhecido por realizar em Fátima, retiros de “Cura e Libertação”, bem como orações de exorcismo e eucaristias dominicais, na própria casa (Oiã) -, assegurou que, antes, já tinha mostrado estas mesmas «provas» ao bispo de Aveiro, António Moiteiro Ramos, mas que este lhe «mandou apagá-las».
«Na altura», descreveu, «fui perseguido. Fui chamado ao Seminário Menor e ao Tribunal Diocesano de Aveiro e fui ameaçado que não entraria em nenhum seminário do mundo».
Francisco Marques apresenta queixa-crime contra a Diocese de Aveiro
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