
Onda de frio "congela" Serra da Estrela com sensação térmica de -24,3 °C
As temperaturas continuam baixas na região, mas é na serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal continental, que os valores da sensação térmica atingem níveis extremos.
Segundo dados da Meteoestrela – Serra da Estrela, a sensação térmica na zona da Torre desceu ontem até aos -24,3 °C, agravada pelo vento forte e pela elevada humidade. Os termómetros registaram -9 °C, enquanto que as rajadas de vento chegaram aos 90,7 km/h.
A sensação térmica, explica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), é a forma como o corpo percebe a temperatura do ar, que pode ser diferente da temperatura medida pelo termómetro.
Essa perceção depende, não só da temperatura do ar, mas também de outros fatores meteorológicos como a velocidade do vento e a humidade relativa do ar. Por exemplo, quanto mais intenso o vento e mais baixa a temperatura, maior a sensação de frio.
Recorde-se que o IPMA alargou para nove os distritos de Portugal continental sob aviso amarelo devido ao tempo frio, que foi prolongado até quarta-feira, devido à persistência de valores baixos da temperatura mínima.
Segundo informação atualizada do IPMA, vão estar sob aviso amarelo os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Portalegre até às 9h00 de amanhã, bem como Évora, Beja e Faro.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Cuidados com o frio
A Direção-Geral da Saúde (DGS) alerta, numa nota publicada no seu ‘site’, que “quando a temperatura desce o risco de doenças respiratórias, agravamento de condições crónicas e acidentes aumenta”.
Para se proteger dos efeitos negativos do frio na saúde, a DGS deixa várias recomendações à população, como evitar mudanças bruscas de temperatura, vestir roupa por camadas, proteger as extremidades com gorro, luvas e meias quentes e usar calçado antiderrapante para evitar quedas.
Manter a pele hidratada, sobretudo a cara, mãos e lábios, beber água e bebidas quentes e comer sopa são outras das indicações, para que a população se mantenha hidratada e quente.
Em casa, deve evitar-se estar mais de uma hora seguida sentado, para reduzir o risco de desenvolver problemas de saúde e ajudar a manter o corpo aquecido.
A DGS aconselha ainda a população a fazer “refeições mais frequentes, encurtando as horas entre elas”, e a aumentar o consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes, como, por exemplo, frutos e hortícolas, pois contribuem para reduzir o aparecimento de infeções.
Por outro lado, deve evitar-se o consumo de alimentos fritos, com muita gordura ou açúcar.
A DGS pede ainda especial atenção aos mais vulneráveis: “crianças pequenas, pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores ao ar livre ou pessoas em situação de isolamento ou sem-abrigo”.
Aconselha igualmente a população a planear com antecedência e confirmar se tem medicamentos e alimentos suficientes, caso seja mais difícil sair de casa, e, para os que não podem sair de casa, recomenda que identifiquem outras pessoas que os consigam ajudar a ir buscar alimentos e medicamentos.
No exterior, por causa do frio, deve-se evitar esforços físicos.








