
“Nós vamos baixar o passivo porque a segurança dos bombeiros é prioridade”
“Servir com Humanidade”, o lema da Lista A, candidata à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu, apresenta-se como “uma equipa unida, profundamente motivada e comprometida com os bombeiros, associados e a comunidade” onde “os suplentes serão tão importantes como os efetivos”.
Com a responsabilidade de abrir a sessão, José Pedro Gomes, candidato a vice-presidente da direção, garantiu que o principal “compromisso é assumir os destinos da instituição com forte determinação e dedicação por forma a dotar os bombeiros - mulheres e homens que, abnegadamente, abraçaram esta causa - das melhores condições de trabalho e vivência diária.
“A nossa missão é garantir um corpo de bombeiros preparados, capaz e equipado para proteger pessoas e bens”, afirmou, considerando que a visão desta equipa é “implementar e manter uma imagem de proximidade, credibilidade, profissionalismo e confiança junto da comunidade, bem como prestar um serviço de qualidade, com elevada prontidão e eficiência no apoio, proteção e socorro às populações, reforçar a capacidade de diálogo e estabelecer parcerias e laços de cooperação”.
Programa nasce das necessidades e dos desafios
De que forma? Com um “programa de ação ambicioso” que assenta em valores como “manter a capacidade operacional do corpo de bombeiros; garantir uma forte e duradoura sustentabilidade financeira da associação humanitária; promover a estabilidade, fomentar o voluntariado, desenvolver o espírito de corpo, solidariedade, entreajuda, altruísmo, generosidade e responsabilidade social e adotar perante os associados, procedimentos e medidas claras, inequívocas e com total transparência”.
Um programa que nasce das necessidades de hoje e das exigências do futuro que assenta em cinco pilares fundamentais: o rigor e a sustentabilidade financeira; a valorização dos bombeiros e dos recursos humanos; o reforço da capacidade operacional, garantindo por exemplo, os equipamentos de proteção individual; a melhoria das instalações e a ampliação do quartel e a relação com associados, instituições e a comunidade. Mas também um museu que preserve a história e, por que não, um monumento ao bombeiro.
Valores reforçados por Castro Costa, o candidato a presidente da direção, que deixou os papéis de lado e escolheu falar com o coração. O coração de quem “conhece a casa, de quem conhece os homens e mulheres sem os quais não haveria bombeiros voluntários, e de quem trabalhou com várias direções”.
“A nossa missão é garantir um corpo de bombeiros preparados, capaz e equipado para proteger pessoas e bens”
“Todos entram com as melhores intenções”
“Eu conheço a realidade dos bombeiros, sei aquilo que eles gostavam que acontecesse e que muitas vezes não acontece fruto de algumas divergências entre bombeiros e direção que entram com as melhores intenções e, apesar das dificuldades, procuram fazer sempre o melhor”, sublinhou, prometendo “retificar o que foi feito menos bem e fazer igual ou melhorar o que correu bem”.
E quanto à vontade de ampliar o quartel, criar um museu, reforçar a capacidade operacional, para a qual vai ser criada uma nova EIP segundo já anunciou o presidente da Câmara Municipal de Viseu, melhorar o edifício da sede, criar um monumento ao bombeiro, o acesso ao quartel ou a aquisição de equipamento de proteção individual, Castro Costa avançou que a equipa reuniu com João Azevedo, a quem apresentaram uma “série de projetos que querem fazer” no sentido de também perceberem se estes são ou não exequíveis.
Um outro assunto em cima da mesa foi a equipa de mergulho cujo equipamento já se encontra obsoleto. Reconhecendo que nos bombeiros “não se pode ter uma política economicista como numa escola”, o candidato lembra que “aqueles lidam com vidas humanas, colocando muitas vezes a sua em risco, merecendo, por isso, as melhores condições para que se sintam confortáveis na sua tarefa”.
“Eu não quero aumentar o passivo, mas vamos ter atenção às necessidades dos bombeiros que num dos últimos incêndios tiveram que pedir viaturas emprestadas a corporações vizinhas porque as suas estavam inoperáveis”, adiantou, considerando que “a segurança não pode ser posta em causa para se poupar um euro na compra dos pneus para as viaturas”.
E uma garantia ficou: “Se nós ganharmos as eleições, o passivo vai baixar porque vamos comprar o que for necessário para garantir a segurança dos bombeiros e das viaturas”.
Sede “recusada” à Lista A
A Lista A candidata aos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viseu apresentou as suas linhas de ação nas instalações do ICNF. E porquê? “Porque a atual direção não nos permitiu usar as instalações dos bombeiros para que ali nos apresentássemos”, respondeu Castro Costa.
Um facto que mereceu críticas por parte dos candidatos, mas também por todos os presentes que consideram “uma vergonha”, uma vez que todos são bombeiros ou pessoas a eles ligados ao longo dos anos.
O candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Toipa, afirmou a propósito: “Os bombeiros como instituição séria e credível, alegadamente democrática que deveria ser, não deveria estar a fazer a apresentação de uma candidatura, com o devido respeito pelo local onde estamos, fora dos bombeiros. E não estamos na sede dos bombeiros porque não nos deixaram lá estar”.
E mais desconforto se sentiu na sala quando souberam que a Lista B, encabeçada pela atual direção, se vai apresentar exatamente nas antigas instalações do Quartel dos Bombeiros Voluntários, na rua José Branquinho.







