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Prisão preventiva para suspeita de centenas de burlas informáticas

A suspeita só cessou a sua atividade criminosa no momento da intervenção das autoridades policiais, tendo sido detida por elementos do Departamento de Investigação Criminal da Guarda

A mulher detida pela Polícia Judiciária (PJ) da Guarda por suspeita da autoria de dezenas de burlas informáticas, que lhe terão permitido apropriar-se de cerca de 1,8 milhões de euros, ficou em prisão preventiva.

Presente ao Tribunal da Guarda na quinta-feira, a detida, residente na cidade, viu ser-lhe aplicada a prisão preventiva como medida de coação, tendo sido encaminhada para o estabelecimento prisional da Guarda, disse à agência Lusa fonte judicial.

“A mulher terá ludibriado cerca de 300 vítimas através da rede social Telegram a investirem em cripto moedas. Posteriormente, dispersava os proventos da atividade criminosa em 18 contas bancárias distintas, em nome próprio, de familiares e de terceiros”, adiantou a PJ em comunicado enviado à agência Lusa.

A PJ referiu ainda que a suspeita só cessou a sua atividade criminosa no momento da intervenção das autoridades policiais, tendo sido detida fora de flagrante delito por elementos do Departamento de Investigação Criminal da Guarda.

A mulher está indiciada por dezenas de crimes de burla qualificada com a utilização “de métodos fraudulentos de investimentos em carteiras de cripto ativos, num valor total de cerca de 1,8 milhões de euros”, indicou a PJ.

A investigação prossegue com vista “ao cabal esclarecimento dos factos e identificação de todas as vítimas”, num inquérito é titulado pelo Ministério Público da Guarda.

Outubro 17, 2025 . 12:55

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