
“Hoje é um dia de todos nós, que partilhamos o amor a Viseu”
Podemos dizer que hoje foi um dia para celebrar uma cidade feliz. Não só porque se homenageou quem de direito, mas também porque se relembrou o porquê de Viseu ser (mesmo) o coração de Portugal. A prioridade agora é a de celebrar conquistas e sucessos, mas sempre com um olhar no futuro para nunca se perder “A Melhor Cidade para Viver”.
A sessão solene do Dia do Município de Viseu, que decorreu no Teatro Viriato, começou ao som do viseense O Marta, acompanhado pelos músicos Marta Vilaça e Pedro Novo, e contou com a entrega de galardões municipais a colaboradores da autarquia e a 12 personalidades que, de uma forma ou de outra, marcaram a história do concelho.
Sendo dia de feriado municipal, foi tempo de dirigir umas palavras a todos os viseenses, “aos que aqui nasceram e aos que por estas terras se enamoraram e por cá se instalaram”.
“Hoje, o dia é nosso, é vosso, é de todos nós, que partilhamos o amor a Viseu”, começou por dizer o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, relembrando que também é “viseense de gema” e que chegou aos comandos do município em 1990.
E agora, prestes a completar mais um mandato, recorda “uma missão que me foi confiada pelos viseenses, que sempre me acolheram calorosamente”, onde testemunhou “crescimento humano e transformações”.
Contar mais um capítulo da história desta bonita cidade é saber que falará de “mulheres e homens que em muito contribuíram para o desenvolvimento de Viseu e a sua afirmação nacional e além fronteiras”, referiu. E, por isso, a tradição manda homenagear aqueles que o fazem todos os dias. Entre eles Adelino Costa, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Viseu, Aldina Lemos, administradora executiva na Embeiral, Cristina Azevedo Gomes, docente e investigadora do Instituto Politécnico de Viseu, Fátima Ribeiro, empresária e presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Viseu, Conceição Azevedo, antiga presidente da Câmara de Viseu, e João Lima, antigo secretário de Estado.
Também se entregaram medalhas de mérito ao escritor Jorge Marques, ao advogado Sarmento Moniz e aos empresários José Coelho e Augusto Passos de Oliveira, além do Colégio da Imaculada Conceição que este ano celebra o seu centenário.
"O futuro de Viseu é um projeto coletivo que necessita da participação ativa dos viseenses"
Investimentos que servem a comunidade
Na sua intervenção, Fernando Ruas fez ainda um balanço de todas as obras e investimentos feitos no território e nas 25 freguesias. Começando pela habitação, o autarca referiu a requalificação do Bairro Municipal, “um exemplo concreto e uma face bem visível da Estratégia Local de Habitação”, que alberga 78 famílias, das quais 38 são novos habitantes.
Na educação, acrescentou, a aposta foi feita na qualificação de estabelecimentos escolares, “com vista a garantir condições materiais e de conforto para o sucesso das nossas crianças e jovens”.
Em curso, com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), estão as obras de requalificação das Escolas Básicas D. Duarte, em Vil de Souto, e Dr. Azeredo Perdigão, em Abraveses. “Demos continuidade à entrega gratuita dos kits e manuais escolares e encontramo-nos a trabalhar na criação de oferta de alojamento a estudantes do ensino superior no centro histórico”, adicionou.
Também no desporto, o foco tem sido “o investimento na construção e qualificação de infraestruturas e equipamentos desportivos, o aumento do número de atletas e modalidades, a implementação e promoção de projetos e programas vocacionados para diferentes faixas etárias, que estimulam o gosto e a importância da prática de um estilo de vida ativo e saudável e os programas municipais de apoio ao desporto”, afirmou o autarca, sem esquecer que 2024 foi o ano em que se ergueu a bandeira de ‘Cidade Europeia do Desporto’, um marco “para o concelho, que atestou e reconheceu os esforços empregues por todos, clubes, associações, atletas e comunidade”.
Na cultura, frisa Fernando Ruas, está uma das grandes obras anunciadas: o Centro de Artes e Espetáculos de Viseu, “um complemento indispensável à já existente rede de espaços e equipamentos culturais do concelho”. Hoje em dia, a seu ver, “a agenda cultural de Viseu é mais inclusiva, descentralizada e eclética graças a um trabalho próximo e conjunto”.
E porque falar na “nossa” cidade é também apreciar o centro histórico, este é um espaço onde “o investimento público tem sido notável e o de caráter privado também é de salientar”. Entre os exemplos está “a reabilitação do antigo Orfeão de Viseu, a instalação da Escola Profissional Mariana Seixas e do Museu de História da Cidade na rua Direita, a instalação do serviço de atendimento ao público dos SMAS de Viseu e a reabilitação do edificado e os arranjos urbanísticos”.
Para as empresas do concelho, e não só, o município “abriu portas a novas oportunidades de investimento e geração de emprego na região”, com a Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa. “No domínio do abastecimento de água, temos já garantida a construção da nova Barragem de Fagilde e a adesão às Águas do Douro e Paiva para o abastecimento da água em alta”, afirmou. Dirigindo-se às freguesias, Fernando Ruas garantiu que “não esquecemos as acessibilidades e as necessidades de construção, requalificação ou ampliação das redes de água e saneamento público”.
Etapas e metas que, segundo o presidente de Viseu, também celebram “uma comunidade com mais de 2500 anos de história, com uma hospitalidade beirã que nos é amplamente reconhecida e uma personalidade forte, vincada, típica de uma terra de heróis e talentos”.
Também o presidente da Assembleia Municipal de Viseu, José Mota Faria, afirmou que o “futuro de Viseu é um projeto coletivo que necessita da participação ativa dos viseenses, dos agentes económicos, sociais, culturais e educacionais, para que em conjunto construamos um concelho com coesão territorial”.







