
Música, tradição e cerveja marcam 1.º Vilar Beer Festival
A aldeia de Vilar, na freguesia de São Miguel do Mato, concelho de Vouzela, prepara-se para receber, a 26 de julho, a primeira edição do Vilar Beer Festival. O evento, que propõe 24 horas de festa contínua, combina tradição, música, gastronomia e cerveja num formato inovador, com três palcos distintos e várias atuações ao longo do dia e da noite.
A organização está a cargo da Comissão de Festas do Vilar Beer Festival, contando com o apoio da Junta de Freguesia de São Miguel do Mato, do Município de Vouzela, e também de vários empresários locais e regionais, “cujo contributo tem sido essencial para tornar o evento possível”.
A ideia do festival nasceu no seio da própria comunidade. “Este festival da cerveja foi uma iniciativa minha e de dois homens da terra, com espírito empreendedor e capacidade de trabalho”, explica Daniel Pereira, presidente da Junta de Freguesia de São Miguel do Mato. “Mais do que uma festa, este evento quer promover a aldeia de Vilar e combater a desertificação. O nosso objetivo é que, com os lucros gerados, possamos começar a recuperar terras abandonadas para produzir sementes, cevada e muito mais”, acrescentou.
O festival contará com três palcos – Jungle, Éden e Indústria –, que estarão distribuídos pela aldeia e organizados por estilo musical. A intenção é criar “três momentos distintos e três experiências diferentes”, promovendo também a circulação do público pelos espaços da aldeia.
O foco do evento estará na tradição. O programa inclui, ao longo do dia, atuações do Rancho Folclórico de Vilar, do Grupo de Cavaquinhos e Cantares à Beira, do Grupo Feminino de Gaitas de Foles e dos BodiBombos.
A programação continua com concertos de bandas populares, como Duplo Sentido – Trio, Entre Amigos, João Nuno e o duo Paulo Lima & Sónia Sousa. À noite, entra em cena a vertente mais moderna, com sete DJs a garantirem o ambiente de festa. Estilos vão do sunset chill ao techno e hardtechno, passando pelos sons dos anos 80 e 90.
Além da componente musical, haverá também artesanato, gastronomia local e um momento especial de recriação histórica: a antiga taverna da aldeia, ponto de encontro de várias gerações, será recriada no espaço do festival. “Vamos recriar o momento histórico daquela taverna antiga, que existiu há mais de 20 anos. Queremos puxar pela parte emocional e dar um motivo extra aos nossos emigrantes para voltarem e reviverem memórias da infância e da juventude”, sublinhou.
A logística do festival foi pensada para incentivar o público a conhecer Vilar em profundidade. Os palcos estarão afastados entre si “por um ou dois minutos a pé”, o que, segundo o presidente da junta, “acaba por convidar, de forma apelativa, as pessoas a circular pela aldeia e visitar os seus vários pontos de interesse”.
A expectativa para esta estreia é elevada. “Contamos com 1.500 a 2.000 pessoas na aldeia. A receção da população tem sido excelente, e acreditamos muito neste projeto. Temos uma equipa de trabalho empenhada, e o apoio do Município de Vouzela, de empresários locais e regionais, tem sido essencial”, salientou Daniel Pereira.
A localização estratégica da freguesia — próxima da EN16 e de localidades como Oliveira de Frades e Viseu — torna Vilar um ponto de encontro acessível para visitantes da região e população emigrante. “Esta freguesia é terra natal de muitos imigrantes. Queremos que este festival seja também uma oportunidade de reencontro com as origens”, concluiu.







