
Hélder Amaral é candidato do CDS-PP para “tentar despertar” Viseu
O antigo deputado parlamentar Hélder Amaral vai candidatar-se à presidência da Câmara de Viseu pelo CDS-PP nas próximas eleições autárquicas para “tentar despertar” o concelho e honrar o legado que o seu partido deixou.
“Hoje a cidade está virada para o passado, este mandato é uma espécie de prémio de carreira. Ninguém acredita que o PSD e o Dr. Fernando Ruas consigam fazer num último mandato aquilo que não conseguiram em 30 anos”, disse hoje Hélder Amaral à agência Lusa.
A Câmara de Viseu é presidida pelo social-democrata Fernando Ruas, que já anunciou a recandidatura a um segundo e último mandato (depois de ter liderado a autarquia entre 1989 e 2013).
José Hélder do Amaral, de 58 anos e que atualmente é técnico especialista do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação, considerou que “a responsabilidade que o CDS tem perante o concelho de Viseu não é igual à de todos os outros”.
“Fernando Ruas diz que o facto de Viseu estar como está tem a ver com o PS nunca ter governado o concelho. Eu acrescentaria a essa verdade uma outra mais evidente: é que só o CDS e o PSD governaram o município de Viseu, sendo que os governos do CDS foram saltos qualitativos e de progresso, muito mais do que os do PSD”, frisou.
O candidato destacou o mandato de Engrácia Carrilho que “em apenas quatro anos transformou e projetou a cidade para o futuro”, dando como exemplo a Avenida da Europa.
Convencido de que “essa ambição já não existe” em Viseu, Hélder Amaral quer “poder regressar como vereador e ajudar a despertar outra vez a cidade”, como considera que aconteceu nos mandatos de Almeida Henriques (PSD).
“O CDS não podia ficar de fora destas eleições e eu pessoalmente também não, porque tenho de assumir as minhas responsabilidades. Sou dirigente nacional e distrital do partido, fui 16 anos deputado municipal, fui vereador, já fui candidato e, portanto, não podia passar essa responsabilidade para mais ninguém”, justificou.
Segundo Hélder Amaral, a sua candidatura tem “ligação ao passado, mas quer pensar o futuro da cidade e do partido”.
“Viseu perdeu capacidade de reivindicação, de luta, queremos resgatar isso. Não desistimos da universidade pública, queremos um novo mercado de produtores, uma Rua Direita viva, um centro de investigação e desenvolvimento que possa pensar a cidade”, avançou, defendendo que “a cidade não pode ser pensada por impulso”.
Em 2021, o PSD conquistou 46,68% dos votos (cinco mandatos) e o PS 38,26% (quatro mandatos). O Chega foi o terceiro partido mais votado (2,95%), seguido da IL (2,20%) e do CDS-PP (2,02%).








