
José Costa reeleito presidente do IPV
Já sabemos que do “IPV se vê o mundo” e, por isso, um dos grandes objetivos de José Costa, reeleito presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV) para o quadriénio 2025-2029, é tornar a instituição mais internacional e competitiva a nível de investigação. A tão desejada alteração para universidade politécnica também não escapa à lista de compromissos, assim como os oito mil estudantes até 2030.
O ato eleitoral aconteceu ontem na Aula Magna da instituição, em reunião do Conselho Geral, que teve como ponto único na ordem de trabalhos a eleição do presidente do instituto.
Diante da comunidade académica, o presidente do Politécnico de Viseu apresentou o seu programa para este mandato que agora se inicia com alguns desafios, entre eles a necessidade de aumentar o número de alunos.
“O grande desafio que nós temos pela frente é realmente termos mais estudantes. Em 2020, tínhamos 6.110 estudantes e hoje temos 6.634 estudantes, um aumento de cerca de 550 estudantes. É um número muito interessante para nós, mas o nosso desafio é chegar a um patamar muito superior, com cerca de 8.000 estudantes até 2030”, resumiu, reforçando a importância da ligação da instituição a toda a comunidade.
Considerando que as comunidades intermunicipais, empresas e associações locais são um “ponto chave” para o crescimento do IPV, José Costa lembrou que o objetivo é “fidelizar estudantes, municípios e empresas”, uma vez que, recordou, “o nosso distrito tem cerca de cinco mil estudantes entre ensino profissional e secundário, que nos permite recruta o número de estudantes que necessitamos para preencher tantas vagas”.
Num universo de cerca de 510 docentes, reforçar a qualificação dos professores é também uma prioridade para este quadriénio. “Houve um crescimento espetacular. Se não fosse este crescimento não era possível equacionar muitos dos cursos, sobretudo no âmbito dos doutoramentos”, destacou.
A ligação à comunidade, sublinha José Costa, “tem sido fantástica e há, claramente, um reconhecimento do trabalho da instituição que ainda pode ser significativamente melhorado”, pelo que “se esta ligação à comunidade for ainda mais forte e mais eficaz, somos capazes de ter trabalhos, não apenas de instituição, de internacionalização ainda muito mais fortes”.
Sendo “a investigação é um desafio determinante para o nosso futuro”, o presidente do IPV garantiu que “institucionalmente assumiremos os dinheiros para continuar a investigar aquilo que é fundamental” até porque, considera, “precisamos muito desta parte da investigação, que é determinante para os doutoramentos”.
E, por essa razão, “precisamos também de demonstrar aquilo que nós fazemos, do âmbito do repositório digital e do repositório institucional e esse é outro enorme desafio que nós temos pela frente”.
Quanto à internacionalização da instituição, a EUNICE é “uma grande conquista e hoje estamos na linha da frente das universidades europeias”. “Tem exigido muito de toda a instituição, de todos os professores, de todos os estudantes, e vê-se cada vez mais gente envolvida na EUNICE”. Agora, a meta é ter 512 professores envolvidos e colocar o “IPV nas bocas do mundo”. Também pelo território da lusofonia, o IPV prevê aumentar o número de estudantes em mobilidade.
Já a alteração do instituto politécnico para universidade politécnica será “a grande vitória, mas também um enorme desafio”. “Temos condições para ser universidade politécnica. Acho que será marcante para a instituição e trará, no nosso entendimento, um maior número de estudantes a ingressar”, concluiu.







