
Inaugurada 1.ª Fase da Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa
O Município de Viseu inaugurou, na presença de Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, a 1.ª fase da Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa (AAEL), recebendo do governante a garantia de que haverá apoios para avançar o mais depressa possível com a 2.ª fase.
Para já, o investimento de cerca de cinco milhões de euros, permitiu criar 14 lotes, com dimensões que vão dos 3.800 metros aos 10.000 metros quadrados, como explicou o presidente da autarquia viseense, Fernando Ruas, durante a cerimónia, acrescentando que face às infraestruturas instaladas, nomeadamente, abastecimento de água, tratamento dos afluentes, rede de águas pluviais, seria lamentável não haver financiamento por parte da Administração Central para avançar com a 2.ª fase, que prevê a criação de mais 40 lotes.
O autarca aproveitou ainda a presença do ministro para apelar ao Governo que permita a ligação à autoestrada A24 através de acessos técnicos já existentes. “Se havia alguma razão anterior, nomeadamente, a questão das portagens e da concessão, agora esse problema poderá ter desaparecido”, defendeu.
O ministro da Economia incentivou a autarquia a avançar com a 2.ª fase do projeto. “Tem que começar a avançar para a segunda fase, porque se é verdade que há indícios de que estes lotes vão ser todos imediatamente vendidos, não fica bem ao município não ter lotes para as empresas que se querem instalar”, referiu. “Sei que na programação do PRR e do Portugal 2030 não há uma dotação fantástica para as áreas de acolhimento empresarial, mas, como lhe disse há pouco, estamos a pensar em juntar às dotações do Portugal 2030 financiamento adicional a crédito, uma linha de crédito especial para que os municípios possam avançar com estas obras”, explicou.
Quanto ao acesso à autoestrada, assegurou que irá relatar a situação ao ministro das Infraestruturas.
“Um sonho que se concretizou”
Para o presidente da Junta de Freguesia de Lordosa, José Pereira, a inauguração da obra é “um sonho que se concretizou”. “Eu acho que é uma das áreas empresariais que tem maior potencial na região norte do país. Esta área empresarial está encostada à A24, está muito perto da A25, muito perto do aeródromo, tem excelentes acessos à Estrada Nacional 2 e à cidade de Viseu. Está localizada numa área geográfica muito privilegiada”, referiu.
O autarca destacou a importância de se avançar o mais rapidamente possível com a 2.ª fase. “As pessoas foram notificadas em 2020 da expropriação dos seus terrenos e, até hoje, não puderam vender, não puderam utilizar, não puderam dinamizar, projetar investimentos para eles. Ficaram sem eles e até ao momento ainda não receberam o pagamento dos seus terrenos. Isso não é nada correto nos dias de hoje”, criticou. Quanto ao acesso direto à A24, lembrou que não é apenas importante para a área de acolhimento empresarial. “A distância daqui ao aeródromo e ao quartel dos bombeiros é de um minuto e meio. Se tivermos um grande acidente na A24, este é o melhor acesso para as forças de socorro entrarem. É muito importante que o nó da A24 seja aberto e não há nada que neste momento justifique estar fechado”, defendeu.








