
Instituições académicas de Portugal e Espanha unem esforços pelo desenvolvimento das regiões
“Estamos a procurar novas oportunidades de desenvolvimento dos territórios, envolvendo estas instituições que juntam 300 mil estudantes e uns milhares de docentes”, resumiu o presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), José Costa, enquanto falava sobre o objetivo da assembleia geral ordinária da Conferência de Reitores das Universidades de Sudoeste Europeu (CRUSOE), que decorre até amanhã nas instalações da instituição.
A associação, que junta universidades e politécnicos da região norte e centro, da Galiza, Castela-Leão, Astúrias e Cantábria, pretende projetar estes territórios “que são fundamentais para o desenvolvimento das próprias populações a nível europeu, em que a CRUSOE será a futura rede universitária deste arco atlântico”, acrescentou.
E, para isso, constituíram-se dez grupos de trabalho, cujo objetivo é definir linhas prioritárias de investigação de acordo com os interesses das regiões. Segundo Concepción López, da Universidade de Cantábria, a meta é “desenvolver linhas estratégicos desenvolvidas pelos governos regionais para, com as capacidades e conhecimentos que existem nas universidades e politécnicos, contribuir para o desenvolvimento regional”. Além disso, a criação de uma delegação da rede em Portugal também foi uns dos temas em cima da mesa.
Também o Salustiano Mato, presidente executivo da CRUSOE, adiantou que a digitalização do património cultural como uma forma de turismo sustentável, os sistemas agroalimentares competitivos enquadrados na sustentabilidade alimentar e a mobilidade inteligente são alguns dos temas da atividade dos grupos de trabalho. “Há investigadores que trabalham, não só energias renováveis, mas também o seu aproveitamento e eficiência. Temos outros grupos que trabalham sobre a sociedade digital, a água e o seu ciclo, saúde e vida saudável, este muito ligado ao envelhecimento ativo, a transição ecológica, muito importante para o nosso arco atlântico”, enumerou.
“Todos juntos somos mais visíveis na Europa e partilharmos estratégias com todo o arco atlântico para termos influência no futuro das políticas europeias é fundamental”, assinalou.
No caso de Viseu, de acordo com o presidente do IPV, “há muitos investigadores integrados nos grupos de trabalho e temos uma participação muito ativa”. “Quem está hoje na instituição sente que ela está a crescer, que está mais forte e mais afirmativa em termos de território nacional e internacional”, concluiu.
Recorde-se que a rede, é composta por 29 instituições de ensino superior, mais de 600 grupos de investigação de referência nacional em Espanha e Portugal, e quase 240 estudantes distribuídos por 40 campus.







