Escoliose: a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado
Esta pode atingir até 4% da população mundial e é mais comum em jovens com menos de 18 anos. No Mês de Consciencialização Mundial da Escoliose, importa alertar para a prevalência da escoliose nesta faixa etária e para a necessidade de intervenção precoce para prevenir complicações, minimizar o progresso da curvatura e melhorar a qualidade de vida.
Existem dois tipos de escoliose. A escoliose postural é causada por fatores externos à coluna, como diferença no comprimento das pernas. Este tipo é habitualmente leve e pode melhorar com palmilhas, exercícios e correção da postura. A escoliose estrutural é uma curvatura fixa da coluna. Pode ser causada por malformações, doenças neurológicas ou, mais comumente, pode surgir sem causa conhecida — à qual chamamos de escoliose idiopática. Em alguns casos, pode ser hereditária.
Como saber se alguém tem escoliose?
Há alguns sinais que podem indicar a presença de escoliose, sendo eles: apresentar um ombro mais alto do que o outro, ter uma omoplata mais saliente, a cintura aparentar estar “torta” ou com um lado diferente do outro e apresentar o tronco inclinado para um lado.
Se se aperceber de algum desses sinais, é importante procurar um médico, preferencialmente um ortopedista pediátrico. O especialista fará uma avaliação física e solicitará um exame de raio-X para confirmar o diagnóstico. A curvatura da coluna é medida em graus e só é considerada escoliose quando o desvio é superior a 10 graus, de acordo com o ângulo de Cobb.
A escoliose pode piorar?
Sim, a escoliose pode piorar com o tempo, principalmente durante a fase de crescimento rápido. Quanto mais cedo a patologia aparece, maior o risco de progressão da curva. É, por isso, fundamental acompanhar a sua evolução.
Tratamentos para escoliose
O objetivo do tratamento é evitar que a curva piore e permitir que a criança/jovem cresça com uma coluna o mais saudável possível, sem limitações para a sua vida diária.
O tratamento vai depender de vários fatores, como o tamanho da curva, a idade e se ainda está em fase de crescimento. Em curvas até 20 graus, recorre-se a acompanhamento médico com exames a cada seis meses e exercícios de correção postural. Em curvas entre os 25 e 30 graus, se ainda estiver em fase de crescimento, pode ser indicado o uso de um colete, que ajuda a impedir que a curva aumente. Se o crescimento já estiver quase completo, o colete pode não ser necessário.
Já em curvas mais acentuadas acima de 45 a 50 graus, o tratamento cirúrgico pode ser recomendado para corrigir a curvatura, melhorar o alinhamento do corpo e evitar que a situação se agrave.
A importância do diagnóstico precoce
Detetar a escoliose o mais cedo possível faz toda a diferença. Muitas vezes, são os pais, professores ou treinadores que percebem os primeiros sinais. Um diagnóstico precoce permite começar o tratamento na hora certa, aumentando as chances de evitar problemas maiores no futuro.






