
Novo presidente do Académico quer consolidar projetos iniciados
Depois de ter sido vice-presidente para a área financeira na direção anterior, Cristóvão Francisco foi eleito como presidente da direção do Académico de Viseu para o próximo mandato. Após o sufrágio que decorreu na última sexta-feira, o Diário de Viseu quis ouvir o novo líder para conhecermos quais as metas para os próximos três anos.
Colocada a questão se o facto de ter pertencido à direção anterior, o seu mandato será idêntico, afirmou-nos que “efetivamente é uma lista de continuidade, porque os elementos que faziam parte da lista anterior, fazem também parte desta a que acrescentamos mais pessoas da cidade e academistas, com objetivos de reforçar a linha de ação”, acentuando que “está garantida pelo facto do presidente Mariano Lopez, agora só presidente da SAD, ser também o presidente do Conselho Fiscal”.
No entender de Cristóvão Francisco, “isso prova que há uma ligação entre clube e a SAD para continuarem a cem por cento empenhados no projeto que integra as equipas profissionais e igualmente as restantes”.
Sobre o grande projeto já iniciado com as assinaturas das entidades envolvidas, o que concerce à Academia era para avançar o mais rápido possível, o agora presidente garante que “a intenção é claramente avançar com o projeto da Academia que é, sem dúvida, o maior”, salientando “que nunca será a curto prazo, pois terá os seus timings”, deixando no entanto “que o arranque do mesmo será a médio prazo”.
“Para além disso, há a preocupação de consolidar, obviamente, as secções do futebol de formação; do futebol feminino que é para nós muito importante e que agora com a subida da equipa Sub-19 à 1.ª Divisão Nacional é um marco histórico e importante para o seu crescimento; a natação e o facto de termos agora uma nadadora campeã nacional a revelar-se também no plano internacional, como é o caso da Mafalda Rosa, dá-nos muito prazer de a ter aqui no nosso Académico de Viseu e, também, a consolidação do Padel, com secção autónoma de um modelo diferente mas importante que pode projetar o nome do Académico de Viseu e, digamos dar seguimento ao projeto que vinha de trás, sendo as nossas prioridades”, acentua o presidente do clube.
Acerca do que foi feito durante a direção anterior, Cristóvão Francisco, considera que “foi um bom trabalho na estabilização daquilo que era a parte financeira, administrativa e fiscal”, deixando a expectativa de como “vão agora correr as coisas”.
“Temos 17 pessoas na direção que considero todas elas muito sofredoras cada vez que alguma coisa corre menos bem, e será esse o espirito daquilo que nos faz mover, que é uma paixão ‘assolapada’ pelo Académico de Viseu”.
Solicitado se a colaboração com a SAD vai ser reforçada ou até mesmo pressionada tendo em conta que os sócios e adeptos, época após época, sonham com a subida da equipa principal à 1.ª Liga mas que já não acontece há mais de 30 anos, lembrou que “o projeto da subida por parte da SAD já existe desde que chegou o novo investidor e, sobre isso, não haja qualquer dúvida”, recordando que “nem sempre tudo corre conforme o previsto e às vezes não basta ter disponibilidade financeira para que isso se traduza em subidas”.
“O clube está muito empenhado em colaborar com a SAD naquilo que é necessário para que este objetivo seja conseguido”, acrescentando e garantindo que “o relacionamento entre o clube e a SAD é assente numa simbiose total naquilo que são as utilizações dos espaços, dos meios comuns, das pessoas que incorporam quer a parte da SAD quer a parte do clube, e todos reiteram o apoio fundamental que aconteceu nos dois últimos anos, com o Mariano Lopez e toda a estrutura da empresa desportiva”, mantendo que “essa vai continuar duma forma perfeitamente normal para o bem do Académico de Viseu”, deixando claro a separação institucional, pois “umas gerem o futebol profissional, outras o futebol da formação e as restantes atividades amadoras, ou seja, todo o resto e que se tem consolidado na estabilidade em todos os sentidos”.








